Desde sábado, BC passou a bloquear chaves Pix usadas em fraudes
Desde o último sábado (4), o Banco Central (BC) iniciou oficialmente o bloqueio de chaves Pix identificadas como envolvidas em fraudes e golpes. A nova medida representa um passo importante no fortalecimento da segurança do sistema de pagamentos instantâneos, que se tornou amplamente utilizado em todo o país.
Com a mudança, instituições financeiras que integram o ecossistema do Pix agora são obrigadas a informar ao BC quando identificarem chaves suspeitas. A partir dessas comunicações, o Banco Central pode determinar o bloqueio imediato das chaves envolvidas, impedindo novas movimentações fraudulentas.
Essa ação é parte de um conjunto de medidas adotadas para conter o avanço de crimes digitais envolvendo o Pix. Entre elas estão o limite de R$ 15 mil para transferências a instituições não autorizadas e a obrigatoriedade de negar transações com indícios de fraude — mudanças que devem estar totalmente implementadas até o dia 13 de outubro.
Além disso, desde o início deste mês, os bancos também passaram a oferecer nos aplicativos o botão de contestação de transações, possibilitando um atendimento digital mais ágil por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Segundo a Polícia Federal, operações em curso investigam movimentações suspeitas que somam mais de R$ 50 bilhões envolvendo fintechs. Diante desse cenário, o BC reforça que qualquer transação considerada suspeita deve ser fundamentada e comunicada ao cliente, garantindo transparência no processo.
A partir dessa mudança iniciada no sábado, usuários devem ficar ainda mais atentos à origem das transferências e à segurança de suas chaves Pix, já que o sistema está mais rígido na identificação de irregularidades.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Bruno Peres/Agência Brasil




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