Gols no fim voltam a assombrar o Vitória, que amarga nova derrota e se complica na Série A
Se existe um fantasma que insiste em rondar o Vitória em 2025, ele atende pelo nome de “gols no fim”. A sina voltou a se repetir no último sábado (25), quando o Rubro-Negro foi derrotado por 1 a 0 pelo Corinthians, no Barradão, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol sofrido aos 42 minutos do segundo tempo simbolizou um problema recorrente da equipe ao longo da temporada: a dificuldade em segurar resultados nos minutos finais.
Com o gol marcado pelo Timão, o Vitória chegou à impressionante marca de 13 partidas em que sofreu gols depois dos 35 minutos do segundo tempo — sendo dez na Série A, duas na Copa do Nordeste e uma no Campeonato Baiano. Em muitos desses duelos, os pontos escaparam por detalhes e falhas de concentração.
Entre os exemplos mais dolorosos estão os empates com Atlético-MG, Sport, Palmeiras e Juventude, além das derrotas para Flamengo, Internacional, Grêmio, Vasco e agora Corinthians. A recorrência evidencia um problema coletivo: o time costuma perder intensidade e foco nos momentos decisivos das partidas.
Em casa, o cenário preocupa ainda mais. Metade dos tropeços com gols tardios aconteceu no Barradão, o que ajuda a explicar o desempenho abaixo das expectativas como mandante. Hoje, o Leão da Barra é apenas o oitavo pior anfitrião da Série A, com seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas em Salvador.
Os números mostram o peso desses gols perdidos no fim. Se o Vitória tivesse mantido os resultados até os minutos finais, estaria na 7ª colocação, com 47 pontos — brigando por vaga em competições continentais. Em vez disso, soma apenas 31 pontos e ocupa a 17ª posição, abrindo a zona de rebaixamento.
A equipe tenta virar a chave no próximo sábado (1º), quando encara o Cruzeiro, às 16h, no Mineirão, pela 31ª rodada do Brasileirão. O desafio, porém, será dos mais difíceis: o time mineiro ocupa a 3ª colocação, com 57 pontos, e segue firme na briga pelo título.
Para o Vitória, a missão é clara — reencontrar a concentração até o apito final e provar que, desta vez, o relógio não será inimigo.




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