Polícia Civil deflagra 7ª fase da Operação Móbile 360° para combater furto e comércio ilegal de celulares na Bahia

Sete bairros de Salvador, municípios da Região Metropolitana (RMS) e cidades do interior da Bahia são alvos, nesta quinta-feira (9), da 7ª edição da Operação Móbile 360°, deflagrada pela Polícia Civil. A ação tem como objetivo enfrentar o ciclo criminoso que envolve furto, roubo, receptação e revenda ilegal de celulares, além de recuperar aparelhos e devolvê-los aos proprietários.
Sob a coordenação do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), a operação cumpre mandados de busca e apreensão e realiza fiscalizações em estabelecimentos comerciais suspeitos de vender produtos de origem ilícita. As equipes atuam de forma integrada com órgãos de fiscalização tributária e de defesa do consumidor.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações não se limitam aos crimes de subtração e receptação. Também estão sendo apuradas práticas como adulteração de aparelhos, comercialização irregular de eletrônicos, sonegação fiscal e outras infrações administrativas. O foco é interromper toda a cadeia criminosa, desde o roubo até a revenda de celulares roubados em feiras e lojas do estado.
O delegado responsável pela operação explicou que o uso da tecnologia tem sido fundamental na identificação de aparelhos e na localização de receptadores. “Com o rastreamento de IMEIs e o cruzamento de dados, conseguimos não apenas recuperar os celulares, mas também mapear os locais onde esses produtos são revendidos, atingindo financeiramente quem lucra com o crime”, destacou.
Na 6ª fase da Operação Móbile 360°, realizada em agosto deste ano, foram recuperados 1.117 celulares, dos quais 893 já foram devolvidos aos proprietários. A nova etapa pretende ampliar esses resultados e consolidar o combate ao comércio clandestino de eletrônicos.
A Polícia Civil reforça que a população pode colaborar denunciando pontos suspeitos de venda de celulares roubados, por meio do Disque Denúncia 181, garantindo sigilo absoluto.
Com a Móbile 360°, a instituição busca não apenas reduzir os índices de furto e roubo de celulares, mas também conscientizar os consumidores sobre a importância de evitar a compra de aparelhos sem procedência — prática que, além de ilegal, contribui para a manutenção do crime organizado no estado.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Bruno Ricardo/Ascom PCBA



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