Gestação tardia exige atenção redobrada e amplia riscos para mãe e bebê, alerta obstetra
A decisão de engravidar após os 35 anos exige cuidado e acompanhamento especializado. O alerta foi feito pelo obstetra Carlos Menezes durante entrevista ao Metropole Saúde nesta segunda-feira (17). Segundo o especialista, embora cada vez mais comum, a gestação tardia traz riscos adicionais tanto para a mãe quanto para o bebê, o que torna fundamental uma avaliação criteriosa antes do planejamento da gravidez.
De acordo com Menezes, o avanço da idade materna aumenta significativamente a probabilidade de aborto espontâneo, alterações cromossômicas e casos de Síndrome de Down. O médico reforça que esse cenário precisa ser compreendido pelas mulheres que adiam a maternidade.
“A paciente não pode acreditar que, ao desejar engravidar, terá automaticamente um filho saudável e perfeito, independentemente da idade. À medida que o tempo passa, a chance de aborto sobe, assim como os riscos de problemas cromossômicos e de Síndrome de Down”, explicou.
O obstetra também chamou atenção para os desafios emocionais, sociais e estruturais que podem surgir quando uma gestação tardia resulta no nascimento de uma criança com necessidades especiais. Para ele, além dos cuidados médicos, é essencial refletir sobre as responsabilidades envolvidas.
“Algo que sempre destaco é que, mais difícil do que iniciar a vida reprodutiva em idade avançada, é lidar com a possibilidade de ter um filho especial nesse contexto. Mesmo sendo uma criança amada, isso pode representar um ônus significativo para a família”, afirmou Menezes.
Com o aumento das gestações tardias no país, especialistas reforçam a importância do acompanhamento pré-concepcional, avaliação dos riscos individuais e orientação adequada. A recomendação é que mulheres que planejam engravidar após os 35 anos busquem atendimento médico para discutir exames, cuidados preventivos e estratégias para uma gestação mais segura.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Metropress/Fernanda Vilas




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