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Governo articula para garantir Jaques Wagner na presidência da CPI do Crime Organizado


O Senado Federal deve instalar nesta terça-feira (4) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, e as articulações políticas já movimentam a Casa. O Palácio do Planalto trabalha para garantir o comando do colegiado e evitar surpresas como as registradas na CPMI do INSS, quando o governo enfrentou dificuldades para manter o controle das discussões.

Entre os nomes cotados para presidir a nova CPI, o senador Jaques Wagner (PT-BA) surge como o favorito do governo. Líder do PT no Senado e aliado próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Wagner é considerado um nome de equilíbrio e bom trânsito entre as diferentes bancadas.

Outra opção avaliada pela base governista é Fabiano Contarato (PT-ES), também visto como capaz de manter diálogo respeitoso com a oposição e garantir uma condução técnica dos trabalhos.

Do lado oposicionista, o nome mais forte é o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele conta com o apoio da ala bolsonarista, que busca ampliar o protagonismo nas investigações. Já Sergio Moro (União Brasil-PR), embora também citado, deve seguir concentrado na CPMI do INSS, onde tem atuado com destaque.

A composição oficial da CPI do Crime Organizado foi definida com dez titulares e quatro suplentes. Entre os titulares estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Sergio Moro (União Brasil-PR), Marcos do Val (Podemos-ES), Otto Alencar (PSD-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Rogério Carvalho (PT-SE) e Jaques Wagner (PT-BA).

Como suplentes, integram o grupo Marcio Bittar (PL-AC), Zenaide Maia (PSD-RN), Eduardo Girão (Novo-CE) e Fabiano Contarato (PT-ES).

A CPI deverá investigar a atuação de facções criminosas em todo o país e as possíveis conexões com agentes públicos. A expectativa é que os senadores definam, logo após a instalação, o presidente e o relator do colegiado, marcando o início de mais uma frente de embate político no Congresso.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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