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TJ-BA aceita nova denúncia contra o deputado Binho Galinha por uso de “laranjas” em esquema criminoso


O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aceitou, nesta quarta-feira (12), uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) contra o deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha. O parlamentar, que está preso desde o início de outubro no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, é apontado como líder de um grupo criminoso envolvido em agiotagem e lavagem de dinheiro, segundo as investigações da Operação El Patrón.

Além de Binho Galinha, outras 12 pessoas foram denunciadas nesta nova etapa do processo. Entre os réus estão a esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, que também se encontram presos desde o mês passado.

De acordo com o MP-BA, a nova denúncia detalha o uso de “laranjas” — pessoas interpostas que serviam para movimentar bens e valores de origem ilícita, com o objetivo de ocultar o patrimônio do parlamentar e dar aparência de legalidade às operações financeiras.

Em trecho do documento encaminhado à Justiça, o Ministério Público afirma que o deputado mantinha o comando da organização criminosa mesmo após o cumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, em “flagrante desrespeito” às determinações judiciais. A peça acusatória ainda destaca que as condutas descritas seguem padrões consistentes e padronizados, evidenciando a estrutura organizada do grupo e a divisão de tarefas entre os envolvidos.

O TJ-BA, ao aceitar a nova denúncia, reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes atribuídos aos acusados, autorizando o prosseguimento da ação penal.

A defesa do deputado ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.

A Operação El Patrón, conduzida pelo Ministério Público da Bahia e pela Polícia Civil, vem apurando há meses um complexo esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro supostamente chefiado por Binho Galinha. As investigações indicam que o grupo movimentou valores expressivos por meio de empresas de fachada e intermediários, especialmente em municípios do interior do estado.

Com o avanço da nova denúncia, o caso se soma aos demais processos já em curso contra o parlamentar, reforçando o cerco judicial em torno de suas atividades políticas e empresariais.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação/Alba

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