Anvisa proíbe e determina apreensão de três suplementos irregulares vendidos no país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, venda e divulgação de três suplementos alimentares comercializados ilegalmente no Brasil. As medidas atingem os produtos Prosatril e Erenobis, da empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda., e o suplemento Óliver Turbo, fabricado pelo Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda. Todos devem ser recolhidos imediatamente.
Segundo a agência, tanto o Prosatril quanto o Erenobis eram vendidos sem qualquer registro, notificação ou cadastro obrigatório — exigências básicas para a comercialização de suplementos no país. A situação do Erenobis é considerada ainda mais grave porque a fórmula inclui a planta ora-pro-nóbis, cuja utilização em alimentos está proibida desde abril. O veto ocorre devido à falta de comprovação científica sobre a segurança e a eficácia do ingrediente.
O suplemento Óliver Turbo, por sua vez, também não possui registro ou autorização da Anvisa, o que levou à proibição total de sua produção, venda e promoção. A agência alerta que a ausência de regularização impede a avaliação de riscos e torna o consumo desses produtos potencialmente perigoso.
Com a determinação, todos os lotes devem ser retirados do mercado, e a fiscalização poderá recolher as unidades encontradas em estabelecimentos comerciais ou armazenadas pelas empresas responsáveis. A Anvisa reforça que o uso de suplementos irregulares expõe consumidores a substâncias não testadas, podendo causar reações adversas e outros danos à saúde.
A agência orienta a população a sempre verificar se suplementos e produtos naturais possuem registro válido antes da compra e recomenda que eventuais irregularidades sejam denunciadas por meio dos canais oficiais de atendimento.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Rádio Sociedade da Bahia




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