Ministério da Saúde encerra sala de situação após queda de casos de intoxicação por metanol
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) o encerramento da sala de situação criada há pouco mais de dois meses para monitorar casos de intoxicação por metanol no país. A medida, oficializada em publicação no Diário Oficial da União, foi tomada após a pasta registrar o último caso confirmado em 26 de novembro e avaliar que o cenário atual é de “estabilidade epidemiológica”.
De acordo com o governo, a redução expressiva de novas ocorrências e mortes permitiu o retorno do acompanhamento ao fluxo rotineiro do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Com isso, a vigilância volta a ser integrada às atividades habituais, sem necessidade de estrutura emergencial.
Capacidade ampliada e distribuição de antídotos
O ministério informou que todas as unidades da federação contam hoje com estoque adequado de antídotos — como fomepizol e etanol — e equipes com maior capacidade de diagnóstico. Durante o período de monitoramento intensificado, os insumos foram distribuídos prioritariamente a regiões com maior circulação de bebidas adulteradas, consideradas de risco para intoxicações graves.
Estrutura interinstitucional
Instalada em outubro, a sala de situação foi criada após alertas iniciais da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos. O grupo reuniu representantes de diversos órgãos, entre eles Anvisa, Fiocruz, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Conselho Nacional de Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), além de ministérios envolvidos nas ações de controle e investigação.
Essa articulação permitiu, segundo o governo, acelerar análises laboratoriais, reforçar a comunicação de risco e apoiar estados com maior demanda por atendimento especializado.
Balanço de casos
No período de atuação ampliada, o país registrou 890 notificações, das quais 73 foram confirmadas como intoxicação por metanol. Ao todo, 22 pessoas morreram. Os estados São Paulo, Pernambuco e Paraná concentraram parte significativa das ocorrências, pressionados pela circulação de bebidas adulteradas em mercados formais e informais.
Com o encerramento da operação especial, o Ministério da Saúde afirma que seguirá monitorando possíveis novos casos e reforça a orientação para que estados e municípios mantenham a vigilância sobre produtos irregulares e sintomas compatíveis com intoxicação.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Freepik




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