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Governo Lula prevê saída de até 24 ministros para disputar eleições deste ano


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a expectativa de que até 24 ministros deixem seus cargos para disputar as eleições deste ano. As informações são do blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1.

Pela legislação eleitoral, ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos precisam se desincompatibilizar das funções até o dia 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno. As primeiras mudanças na Esplanada devem ocorrer nas próximas semanas, começando pela saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ao todo, outras 22 alterações são aguardadas.

Por outro lado, dois ministros que atualmente exercem mandato como deputados federais já comunicaram que permanecerão no governo e não disputarão as eleições: Guilherme Boulos, recém-empossado na Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, que seguirá à frente do Ministério da Saúde.

Entre os nomes que devem deixar o governo para concorrer nas eleições estão ministros com planos de disputar vagas no Senado, governos estaduais ou mandatos no Legislativo. Confira a lista dos integrantes do primeiro escalão que, segundo as projeções do Planalto, devem se afastar para disputar o pleito:

Rui Costa, que pode deixar a Casa Civil para disputar o Senado pela Bahia;

Gleisi Hoffmann, que deve sair das Relações Institucionais para tentar a reeleição como deputada federal pelo Paraná;

Sidônio Palmeira, que deve deixar a Secretaria de Comunicação da Presidência para atuar no marketing da campanha de reeleição do presidente Lula;

Fernando Haddad, que pode deixar o Ministério da Fazenda para disputar o Senado ou o governo de São Paulo;

Camilo Santana, cotado para deixar a Educação e disputar o governo do Ceará;

Renan Filho, que planeja deixar os Transportes para concorrer ao governo de Alagoas;

André Fufuca, que pode sair do Esporte para disputar o Senado ou o governo do Maranhão;

Silvio Costa Filho, que pretende deixar Portos e Aeroportos para disputar o Senado por Pernambuco;

Waldez Góes, que pode deixar a Integração e Desenvolvimento Regional para disputar o Senado pelo Amapá;

Simone Tebet, cotada para deixar o Planejamento e concorrer ao Senado por São Paulo;

Marina Silva, que pode sair do Meio Ambiente para disputar uma vaga no Senado;

Jader Filho, que planeja deixar o Ministério das Cidades para concorrer a deputado federal pelo Pará;

Carlos Fávaro, que estuda deixar a Agricultura para tentar a reeleição ao Senado por Mato Grosso;

André de Paula, que deve deixar a Pesca para disputar uma vaga de deputado federal por Pernambuco;

Anielle Franco, que pode sair da Igualdade Racial para disputar mandato de deputada federal pelo Rio de Janeiro;

Paulo Teixeira, que deve deixar o Desenvolvimento Agrário para tentar a reeleição como deputado federal por São Paulo;

Márcio França, que avalia deixar o Ministério do Empreendedorismo para disputar o governo ou outro cargo por São Paulo;

Alexandre Silveira, que pretende deixar Minas e Energia para concorrer ao Senado por Minas Gerais;

Macaé Evaristo, que pode sair dos Direitos Humanos para disputar uma vaga de deputada estadual em Minas Gerais;

Sonia Guajajara, que estuda deixar o Ministério dos Povos Indígenas para tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo;

Margareth Menezes, apontada pelo Planalto como possível candidata a deputada federal pela Bahia, embora ainda resista à candidatura;

Geraldo Alckmin, que pode deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para tentar a reeleição como vice-presidente ou disputar cargo eletivo por São Paulo;

Wolney Queiroz, que deve deixar a Previdência Social para disputar uma vaga de deputado federal por Pernambuco.

As mudanças devem redesenhar a composição do governo nos próximos meses, em meio à articulação política para o período eleitoral.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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