HPV é condição necessária, mas não única, para câncer de colo do útero, alerta especialista
A infecção pelo vírus HPV está presente em praticamente todos os casos de câncer de colo do útero, mas isso não significa que toda pessoa infectada desenvolverá a doença. Em entrevista ao Metrópole Saúde, a ginecologista Patrícia Almeida explicou que o surgimento do câncer depende da associação do HPV com outros fatores de risco.
Segundo a especialista, a presença do vírus deve ser encarada como um sinal de atenção.
“Ter HPV não quer dizer que você vai ter câncer. São necessários outros fatores para que ele provoque a doença. Por isso, quando o HPV é detectado, não pode haver negligência”, destacou.
Entre os principais fatores que aumentam o risco estão o início precoce da vida sexual, o elevado número de parceiros e a ausência do uso de preservativo. O tabagismo também é apontado como um elemento determinante, já que pessoas fumantes têm maior probabilidade de desenvolver o câncer de colo do útero.
Patrícia Almeida ainda ressaltou que indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como pessoas vivendo com HIV ou em uso prolongado de corticoides, apresentam maior vulnerabilidade. A médica reforçou a importância da vacinação contra o HPV como forma eficaz de prevenção, alertando que a doença está diretamente associada a infecções sexualmente transmissíveis e que a imunização ainda é subutilizada.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Metropress/Fernanda Vilas




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