Permanência prolongada de turistas fortalece economia de Salvador no Carnaval 2026
O Carnaval de Salvador 2026 não apenas arrastou multidões para as ruas, mas também consolidou a capital baiana como destino de longa permanência durante o período festivo. Levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) aponta que 45% dos visitantes entrevistados ficaram sete dias ou mais na cidade, superando a média histórica de cinco dias.
A pesquisa, feita com 707 turistas, revela que 83,1% vieram motivados diretamente pela festa. O dado reforça o peso cultural e econômico do evento, que continua sendo o principal atrativo para quem escolhe Salvador nesta época do ano. A estadia mais extensa impacta diretamente setores estratégicos, como hotelaria, transporte, alimentação e comércio informal.
Em relação à hospedagem, 30,9% optaram por hotéis, 28,4% ficaram em casas de amigos ou parentes e 21,9% utilizaram plataformas de aluguel por temporada. A diversidade de escolhas demonstra a amplitude do público que frequenta a cidade, desde turistas que buscam maior conforto até aqueles que priorizam economia e convivência familiar.
Outro ponto de destaque é o gasto diário. Segundo a vice-prefeita e titular da Secult, Ana Paula Matos, quase 30% dos turistas desembolsaram mais de R$ 400 por dia, enquanto cerca de 40% gastaram em torno desse valor ou acima. Para a gestora, o resultado reflete planejamento eficiente e retorno direto para trabalhadores formais e informais. Ambulantes, motoristas por aplicativo e taxistas estão entre os que mais percebem o impacto positivo nas ruas.
A movimentação intensa também impulsiona a arrecadação municipal. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), principal fonte tributária de Salvador, ganha relevância nesse cenário. A secretária da Fazenda, Giovanna Victer, ressalta que o tributo é fundamental para sustentar investimentos públicos, ampliar serviços essenciais e fortalecer a geração de emprego e renda.
Com números robustos e permanência crescente, o Carnaval 2026 reafirma seu papel não apenas como símbolo cultural, mas como engrenagem central da economia soteropolitana.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Internet




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