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Vereador defende gestão municipal, empréstimos e papel da Câmara sobre cenário político de Simões Filho


Em entrevista ao programa Panorama de Notícias na Rádio Simões Filho FM 87.9 na tarde desta sexta-feira (27), o vereador Roberto Souza (PL) fez uma avaliação do primeiro ano da gestão do prefeito Devaldo Soares, comentou a autorização de novos empréstimos para o município e respondeu a questionamentos sobre o papel fiscalizador do Legislativo.

A conversa abordou temas como investimentos públicos, responsabilidade na execução de obras, relação entre os poderes municipais e o cenário político com a aproximação do período eleitoral.

Primeiro ano de governo e expectativas para 2026

Ao analisar o primeiro ano da atual administração em Simões Filho, Roberto Souza afirmou que o período inicial foi marcado por reorganização administrativa e ajustes internos típicos de uma gestão em consolidação.

Segundo ele, a expectativa é de que o prefeito intensifique a execução de projetos a partir de 2026, com foco em áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura urbana.

“O primeiro ano é sempre de organização, de colocar a casa em ordem e estruturar a forma de governar. Agora é o momento de mostrar resultados, investir e fazer a cidade avançar”, afirmou.


Relação entre Executivo e Legislativo


Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que a relação entre o Executivo municipal e a Câmara vem passando por ajustes, mas que há diálogo permanente entre vereadores e o governo.

Ele reconheceu a existência de tensões naturais nas relações institucionais, porém defendeu que o equilíbrio entre independência e harmonia é essencial para o funcionamento da administração pública.

“A relação está sendo ajustada. Existe conversa, existe interlocução, e isso é fundamental para o funcionamento da administração pública”, disse.


Autorização de empréstimos e debate sobre investimentos


Um dos principais pontos discutidos foi a autorização legislativa para a contratação de operação de crédito estimada em cerca de 75 milhões de dólares.

Roberto Souza explicou que a Câmara não realiza empréstimos, apenas autoriza o Executivo a solicitá-los. A aprovação final depende da análise do banco financiador, do Senado Federal e do Tesouro Nacional.

Ele destacou que o valor aprovado representa um limite máximo e não significa liberação automática de recursos. Segundo o vereador, os investimentos previstos são direcionados principalmente para obras estruturais, como saneamento e melhorias urbanas.

“O valor aprovado é um teto. Não significa que o recurso será liberado integralmente ou de forma imediata. Há todo um processo de avaliação da capacidade de pagamento do município”, afirmou.

Questionamentos sobre obras não concluídas


A entrevista também abordou críticas relacionadas a empréstimos anteriores, especialmente o destinado à construção de uma rodoviária ainda não concluída.

Sobre o tema, o vereador afirmou que a execução de obras e a gestão dos recursos são responsabilidades exclusivas do Poder Executivo. Segundo ele, o Legislativo tem função fiscalizadora, mas não possui poder de polícia ou de controle direto sobre gastos públicos.

Ele acrescentou que eventuais irregularidades devem ser apuradas por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia e o Ministério Público.

“A Câmara não executa orçamento nem ordena despesas. Nosso papel é fiscalizar dentro dos limites legais”, afirmou.


Impacto financeiro das operações de crédito


Sobre possíveis efeitos do endividamento para as próximas gerações, Roberto Souza argumentou que os financiamentos são calculados com base na capacidade de pagamento do município e tendem a ser diluídos ao longo do tempo.

Ele afirmou que investimentos em infraestrutura podem ampliar a arrecadação ao estimular o crescimento econômico local e atrair novas empresas.

“O objetivo é investir para desenvolver a cidade. Quando há infraestrutura, há crescimento econômico e aumento de receita”, disse.

Cenário político e eleições

Com a proximidade do calendário eleitoral, o vereador afirmou que ainda não há definições sobre candidaturas ou alianças políticas locais.

Segundo ele, o cenário depende da conclusão da janela partidária e da formação das chapas, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Defesa do papel do Legislativo

Ao longo da entrevista, Roberto Souza defendeu a atuação da Câmara Municipal e afirmou que muitas críticas decorrem de desconhecimento sobre as atribuições legais do Legislativo.

“O nosso compromisso é com a legalidade, com a fiscalização e com o desenvolvimento da cidade”, concluiu.




Por Ataíde Barbosa

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