À frente da organização, Roberto Marques não esconde o orgulho de mais uma edição do evento.
“É com todo prazer, orgulho e dedicação que estamos realizando mais uma Copacinha. Já são 27 edições e eu tive a oportunidade de trabalhar em todas elas”, afirmou.
A competição será disputada ao longo de 14 domingos, com um total de 27 partidas. A cada rodada, o campo — conhecido como “Peladão” — ganha clima de festa, com dois jogos por dia, exceção feita à grande final. Para o organizador, o reconhecimento popular é um dos principais combustíveis para manter o evento vivo.
“A gente escuta muito, principalmente aqui na cidade, que é o campeonato mais organizado. Eu não gosto de falar isso porque sou eu quem organizo, mas é o que o povo comenta”, destacou.
Além da importância esportiva, a Copa Cia também tem forte impacto no lazer e na economia local. Barracas de comida, venda de bebidas e a presença massiva do público transformam o ambiente em um espaço de diversão para toda a família. Roberto lembra que o evento vai muito além das quatro linhas.
“Tem gente aqui que já disse que construiu sua casa com o dinheiro que ganhou vendendo na beira do campo. Isso mostra o quanto a Copacinha movimenta a vida das pessoas”, relatou.
Outro ponto reforçado por ele é a tradição do local. Mesmo diante de tentativas de mudança, a comunidade fez questão de manter os jogos no mesmo campo.
“Já quiseram tirar daqui, levar para outro lugar, mas os participantes não aceitaram. A tradição é aqui, todo mundo quer jogar no Peladão”, explicou.
Com expectativa alta para mais uma edição, o organizador também destacou o clima positivo entre os participantes.
“É um evento gostoso, com boas equipes e, principalmente, respeito. Aqui ninguém sai dizendo que foi prejudicado”, afirmou.
Mais do que um campeonato, a Copa Cia reafirma seu papel como símbolo de esporte, lazer e integração social em Simões Filho, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e fortalece os laços da comunidade.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Rede Imprensa
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