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Base aliada sobe o tom e faz “alerta geral” à gestão do prefeito Del em sessão na Câmara de Simões Filho


A Sessão Ordinária realizada na noite desta terça-feira (14), no plenário da Câmara Municipal de Simões Filho, foi marcada por discursos firmes e um claro clima de insatisfação entre vereadores da base governista em relação à condução da gestão do prefeito Devaldo Soares.

Para quem acompanhou os trabalhos legislativos — seja presencialmente ou por meio das transmissões nas redes sociais — ficou evidente que o momento político-administrativo do município tem gerado desconforto entre os próprios aliados do Executivo.

Com um tom crítico, o vereador Eri Costa chamou atenção para o que classificou como a necessidade de um “freio de arrumação” na gestão municipal, destacando mudanças nas atribuições das secretarias como um dos pontos de preocupação.

Já o ex-vice-prefeito Sid Serra foi mais direto ao abordar a área da saúde. Ele criticou as condições dos serviços prestados na UPA e no Hospital Municipal, atribuindo os problemas à atuação das empresas responsáveis pela administração das unidades.

Na mesma linha de cobranças, o vereador Carlos Neto trouxe à pauta a situação da infraestrutura da cidade. Segundo ele, uma empresa contratada pela prefeitura para manutenção de prédios públicos recebe valores significativos, mas, até o momento, não apresentou resultados concretos.

A educação também entrou no centro do debate. A falta de cadeiras no Colégio Georgina, que tem provocado rodízio de alunos nas aulas, gerou reação imediata do Legislativo. Diante do problema, a Comissão de Educação convocou uma audiência pública com a secretária de educação Heliene Motta e a secretátia de compras Jani Ilce para prestar esclarecimentos.

O cenário observado durante a sessão revelou um “grito de alerta” dos parlamentares ao prefeito, evidenciando que, mesmo integrando a base de apoio, os vereadores não estão alinhados com o atual ritmo da administração municipal.

Em ano eleitoral, o endurecimento dos discursos tende a se intensificar, elevando a temperatura política até outubro, quando o eleitorado irá às urnas — e o que se viu nesta sessão pode ser apenas o início de um período de cobranças mais incisivas dentro da própria base governista.




Por Ataíde Barbosa

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