Conflito no Oriente Médio pode encarecer o preço da camisinha no Brasil
A escalada da Guerra no Oriente Médio já começa a refletir no bolso dos consumidores brasileiros — e até itens essenciais, como preservativos, devem sofrer reajuste. A expectativa é de um aumento entre 20% e 30% nos preços, impulsionado por impactos na cadeia global de suprimentos.
Segundo o CEO da Karex, uma das maiores fabricantes do mundo, os custos de produção e logística foram afetados diretamente pelo encarecimento dos fretes e pela instabilidade no transporte marítimo. A empresa, sediada na Malásia, produz mais de 5 bilhões de unidades por ano e abastece marcas internacionais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde como o NHS.
No Brasil, a fabricante é responsável pela produção da Prudence, bastante popular no mercado nacional. Com o possível reajuste, os preços médios podem subir de cerca de R$ 5 para R$ 6,50 (embalagens com três unidades) e de R$ 25 para até R$ 32,50 (pacotes com 12 unidades).
Um dos principais fatores por trás da alta é a dificuldade no fornecimento de insumos derivados do petróleo, como a amônia — utilizada na conservação do látex — e lubrificantes à base de silicone. Além disso, o bloqueio de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, tem provocado atrasos nas entregas e aumento nos custos logísticos.
Outro ponto que chama atenção é o crescimento da demanda global por preservativos, que já subiu cerca de 30% neste ano. Em meio às incertezas econômicas, o uso do produto tende a aumentar, já que muitas pessoas buscam evitar gastos futuros com planejamento familiar.
Diante desse cenário, especialistas alertam que o encarecimento pode impactar não apenas o consumo, mas também políticas públicas de saúde e programas de prevenção, reforçando a importância de manter o acesso ao produto mesmo em meio às turbulências do mercado internacional.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Recomenda360.com



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