Prazo eleitoral provoca saída de governadores e redesenha cenário político para 2026
O prazo de desincompatibilização encerrado neste sábado (4) marcou uma movimentação intensa no cenário político brasileiro. A exigência da legislação eleitoral obrigou agentes públicos do Executivo a deixarem seus cargos dentro do período legal para viabilizar candidaturas nas eleições de outubro, resultando na renúncia de 11 governadores em todo o país.
Entre os nomes que deixaram o comando dos estados, destacam-se Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que despontam como possíveis candidatos à Presidência da República. Já Helder Barbalho e João Azevêdo optaram por deixar seus mandatos com foco na disputa por vagas no Senado Federal.
Outro caso que chama atenção é o de Cláudio Castro, que pretende concorrer mesmo após decisão de inelegibilidade, podendo disputar o pleito sub judice — ou seja, com a candidatura ainda sob análise da Justiça Eleitoral.
Por outro lado, governadores que tentarão a reeleição permanecem nos cargos, conforme permite a legislação. É o caso de Jerônimo Rodrigues e Tarcísio de Freitas, que seguem à frente de seus estados enquanto se preparam para a disputa.
Com o calendário eleitoral avançando, o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, com eventual segundo turno previsto para o dia 25. A saída de governadores e o reposicionamento de lideranças indicam que a corrida eleitoral de 2026 já começou a ganhar forma e promete disputas acirradas em diferentes níveis.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil




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