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Obesidade lidera ranking de riscos à saúde e acende alerta no Brasil


A obesidade passou a ocupar o primeiro lugar entre os principais fatores de risco para mortes e perda de qualidade de vida no Brasil, segundo dados da análise nacional do Saúde Pública divulgada pelo Estudo Global sobre Carga de Doenças e publicada na revista científica The Lancet. O levantamento aponta que o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado superou a hipertensão arterial e a glicemia alta, que agora aparecem na segunda e terceira posições do ranking.

De acordo com os pesquisadores, o avanço da obesidade no país cresceu 15,3% desde 1990, impulsionado principalmente pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, hábitos sedentários e dietas com alto teor calórico. Especialistas afirmam que o Brasil vive atualmente em um ambiente considerado “obesogênico”, no qual fatores urbanos e mudanças no estilo de vida favorecem o ganho de peso e o surgimento de doenças crônicas.

Além de ser classificada como uma condição inflamatória, a obesidade está diretamente ligada ao aumento de casos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e diversos tipos de câncer, ampliando os desafios do sistema público de saúde.

Apesar do cenário preocupante, o estudo também trouxe resultados positivos. Nas últimas três décadas, o país registrou redução de aproximadamente 60% nos impactos associados ao tabagismo, colesterol elevado e complicações relacionadas à prematuridade. A poluição do ar causada por partículas finas também apresentou queda significativa de 69,5% no período analisado.

Por outro lado, o levantamento revelou novos sinais de alerta para a saúde pública brasileira. O risco relacionado ao tabagismo voltou a apresentar leve crescimento nos últimos anos, interrompendo uma sequência histórica de queda. Outro dado preocupante envolve os impactos da violência sexual na infância, que aumentaram quase 24% desde 1990, fazendo com que o problema saltasse da 25ª para a 10ª posição entre os fatores que mais comprometem a saúde e a qualidade de vida da população brasileira.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Imagem gerada por inteligência artificial

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