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'Apenas adiaram o inevitável', afirma Roberto Souza sobre eleição da Câmara de Simões Filho


A suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Simões Filho para o biênio 2027/2028 provocou fortes reações entre os vereadores que apoiam a reeleição do presidente Itus Ramos. Um dos principais defensores da permanência do atual chefe do Legislativo no cargo, o vereador Roberto Souza classificou a decisão judicial que interrompeu a votação como um episódio lamentável para a história política do município.

Durante entrevista concedida nesta terça-feira (16), o parlamentar afirmou ter recebido a notícia com surpresa e tristeza. Segundo ele, o processo de escolha da nova Mesa vinha sendo debatido há meses entre os vereadores e não houve qualquer tentativa de conduzir a eleição sem o conhecimento dos parlamentares.

“Todos os vereadores estavam cientes do que estava acontecendo. Nada foi feito às escuras. O presidente convocou, publicou os atos e tudo já vinha sendo discutido há muito tempo. A gente tomou essa decisão com muita surpresa”, declarou.

Roberto Souza ressaltou que a maioria formada em torno da candidatura de Itus Ramos demonstra o desejo dos vereadores de fortalecer a independência do Poder Legislativo. Para ele, a Câmara precisa exercer sua autonomia sem interferências externas.

“A gente quer que a casa seja respeitada, seja uma Câmara forte, coesa, unida e independente. A maioria dos vereadores escolheu esse caminho e, se a eleição acontecer na data que for, vamos manter aquilo que foi acertado com o presidente Itus”, afirmou.

Ao justificar o apoio ao atual presidente, o vereador destacou o trabalho desenvolvido na condução da Câmara e defendeu que o Legislativo tenha identidade própria.

“O presidente vem organizando a casa e mostrando que a Câmara não é um puxadinho do Poder Executivo. O Legislativo é um poder independente e precisa ser respeitado como tal”, disse.

Questionado sobre os rumores de um possível desgaste na relação entre a Câmara e o prefeito Del, Roberto negou qualquer rompimento político e afirmou que a disputa pela presidência do Legislativo não representa uma divergência com a administração municipal.

“Não é nada contra o prefeito. Todos nós continuamos na base do governo. O que existe é um compromisso assumido entre vereadores. Ninguém aqui deu a palavra ao prefeito sobre essa eleição, mas demos nossa palavra ao presidente Itus. E palavra tem valor”, declarou.

Em um dos momentos mais enfáticos da entrevista, o parlamentar afirmou que manter o compromisso firmado é uma questão de honra.

“A palavra do homem não tem preço. Quando você dá sua palavra, tem que cumprir. Eu acredito que o prefeito vai entender isso porque ele sabe reconhecer quem sustenta aquilo que fala”, destacou.

Roberto Souza também comentou a possibilidade de abertura de procedimentos internos contra os vereadores que ingressaram com o mandado de segurança que suspendeu a eleição. Segundo ele, o caso será analisado pelas instâncias competentes da Câmara, com direito à ampla defesa.

“Eles serão ouvidos, terão oportunidade de apresentar seus argumentos e a Casa vai decidir de forma democrática. O plenário é soberano para definir quais medidas devem ser tomadas”, explicou.

Apesar do impasse jurídico, o vereador demonstrou confiança na reeleição de Itus Ramos e afirmou que a maioria construída em torno do atual presidente permanece intacta.

“Essa decisão apenas adiou uma votação que vai acontecer. Hoje ficou claro no plenário qual é o posicionamento da maioria dos vereadores. Mais cedo ou mais tarde, essa eleição será realizada e o resultado será conhecido”, concluiu.

A expectativa agora é pela definição dos próximos passos do processo judicial e pela remarcação da eleição que definirá o comando do Legislativo municipal para os próximos dois anos.





Por Ataíde Barbosa

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