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Mulher se passa por adolescente, engana família por mais de um ano e acaba presa em Santa Catarina


Um caso surpreendente descoberto pela Polícia Civil de Santa Catarina revelou como uma mulher de 37 anos conseguiu enganar uma família inteira ao se apresentar como uma adolescente de apenas 12 anos. A suspeita foi presa em Joinville após investigações apontarem que ela utilizava uma identidade falsa para obter acolhimento, apoio financeiro e criar vínculos emocionais com os responsáveis pela residência onde morava.

Segundo a apuração policial, a mulher se aproximou da família após buscar ajuda em uma igreja, alegando ser vítima de exploração sexual e estar fugindo de situações de violência. Para tornar a história mais convincente, ela afirmava que o uso de hormônios explicava sua aparência física incompatível com a idade informada.

Com o passar dos meses, a falsa adolescente conquistou a confiança dos moradores da casa. A família chegou a promover comemorações de aniversário, custear despesas pessoais e até tratamentos médicos. Durante todo o período, a suspeita mantinha uma rotina cuidadosamente planejada para reforçar a imagem infantil.

De acordo com os investigadores, ela utilizava chupeta, mamadeira e adotava comportamentos considerados infantis para sustentar a farsa. Além disso, simulava crises emocionais, alterava o tom da voz e dizia sofrer de autismo e outros problemas de saúde para despertar empatia e afastar suspeitas.

A fraude começou a ruir após um familiar dos responsáveis pela casa desconfiar da situação e comunicar o caso à polícia. A partir da denúncia, agentes iniciaram uma investigação que confirmou a verdadeira identidade da mulher e revelou que ela já teria aplicado golpes semelhantes em outras regiões do país.

Durante o depoimento, a suspeita confessou os fatos. Ela deverá responder pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Conforme a Polícia Civil, a mulher evitava qualquer processo formal de adoção e justificava a resistência alegando medo de ser encontrada pelo suposto pai biológico.

As investigações continuam para identificar possíveis vítimas em outros estados e apurar se houve obtenção de vantagens financeiras em episódios semelhantes. O caso chamou a atenção pela complexidade da fraude e pela capacidade da suspeita de manter a falsa identidade durante mais de um ano sem ser descoberta.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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