DNIT intensifica estudos no trecho da BR-324 em Simões Filho e ainda busca identificar causa de abatimentos
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue investigando as causas dos abatimentos registrados no km 604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Em nota divulgada nesta quinta-feira (30), o órgão informou que as análises técnicas continuam em andamento e que, até o momento, ainda não foi possível identificar com precisão a origem do problema no aterro da rodovia.
Segundo o DNIT, os levantamentos realizados até agora apontaram a necessidade de estudos complementares para avaliar as características do subsolo e verificar a influência de água subterrânea na área afetada. Para isso, equipes especializadas realizam sondagens, investigações geofísicas e outros procedimentos técnicos que deverão orientar a definição das medidas permanentes para recuperação do trecho.
Além das análises, o departamento prepara a execução de serviços de injeção de calda de cimento no solo. A técnica tem como finalidade preencher possíveis vazios existentes sob a pista, aumentando a estabilidade da estrutura e permitindo que os engenheiros obtenham mais informações sobre a extensão das anomalias encontradas.
De acordo com o órgão, a estratégia adotada busca evitar intervenções de grande porte antes da conclusão dos estudos técnicos, reduzindo os impactos para os motoristas e garantindo que a solução definitiva seja baseada em informações precisas sobre as condições do terreno.
Enquanto os trabalhos prosseguem, o tráfego permanece parcialmente alterado no local. Os veículos seguem utilizando duas faixas de circulação, sendo uma na pista principal da BR-324 e outra na via marginal, que passou por serviços de recuperação para suportar o aumento do fluxo.
O DNIT informou ainda que reforçou a sinalização ao longo do trecho, instalando dispositivos de maior visibilidade e proteção, além de manter equipes das áreas de Engenharia e Operações monitorando a rodovia em tempo integral. O objetivo é preservar a segurança dos usuários e minimizar os transtornos até a conclusão das investigações e das obras necessárias para a recuperação definitiva da pista.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Arisson Marinho / Correio



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