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Kátia Oliveira cobra fortalecimento da rede de proteção após Bahia figurar entre os estados com mais feminicídios


A deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) manifestou preocupação com os dados apresentados pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que colocam a Bahia entre os estados com os maiores registros de feminicídios no país em 2025. Diante do cenário, a parlamentar defendeu o fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção da violência contra a mulher e à ampliação da rede de proteção às vítimas.

Vice-presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Kátia afirmou que o crescimento dos casos de feminicídio exige uma resposta mais efetiva do poder público, com investimentos em ações de acolhimento, prevenção e combate à violência de gênero.

“É muito preocupante ver que, enquanto os homicídios reduziram, os feminicídios cresceram e bateram um recorde no país. E a Bahia entre os estados com maior número de feminicídios do Brasil. Por trás de cada estatística existe uma mulher que teve sua vida interrompida, uma família destruída e um Estado que precisa agir de forma cada vez mais firme para evitar que novas tragédias aconteçam. Não podemos aceitar que esses números sejam tratados com normalidade”, declarou.

A deputada ressaltou que, ao longo do mandato, tem apresentado propostas voltadas ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. Entre as medidas defendidas estão a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), o fortalecimento da Ronda Maria da Penha, a implantação de novas Casas Abrigo e a criação da Bolsa Social Maria da Penha, destinada a mulheres em situação de vulnerabilidade que estejam sob medida protetiva.

Kátia Oliveira também destacou a importância de ações permanentes de conscientização e educação para prevenir a violência antes que ela aconteça, reforçando que o enfrentamento ao problema deve envolver diferentes esferas do poder público e toda a sociedade.

“Precisamos ampliar as DEAMs, fortalecer a Ronda Maria da Penha, garantir mais casas de acolhimento e criar mecanismos que permitam às vítimas romperem o ciclo da violência. Também é fundamental investir em educação e prevenção para mudar essa realidade de forma permanente. Defender a vida das mulheres é uma responsabilidade de toda a sociedade, mas principalmente do poder público”, afirmou.

Para a parlamentar, os dados revelados pelo anuário reforçam a urgência de ampliar as políticas de proteção às mulheres, garantindo atendimento qualificado, acolhimento e mecanismos que ofereçam segurança para que as vítimas possam romper o ciclo da violência e reconstruir suas vidas.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Max Haack

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