20% dos eleitores deixam para semana da eleição a decisão sobre presidente, aponta pesquisa
Uma parcela significativa do eleitorado brasileiro ainda não tem o voto definido com muita antecedência para a disputa presidencial de 2026. É o que aponta uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (10), segundo a qual 20% dos entrevistados afirmam que costumam escolher o candidato a presidente somente na semana da eleição ou no próprio dia da votação.
Apesar do comportamento mais tardio de uma parte dos eleitores, a maioria declara que define sua escolha com meses de antecedência. Segundo o levantamento, 58% afirmam decidir o voto para presidente vários meses antes da eleição, enquanto outros 20% fazem a escolha um mês ou algumas semanas antes.
A definição do voto tende a ficar ainda mais próxima da eleição quando o eleitor precisa escolher candidatos para outros cargos. Na disputa pelos governos estaduais, 44% dizem tomar a decisão meses antes, enquanto 28% escolhem algumas semanas antes. Outros 14% deixam para a semana ou a véspera e 11% afirmam decidir somente no dia da votação.
No caso do Senado, a antecedência é ainda menor. Apenas 34% dos entrevistados afirmam escolher seus candidatos meses antes. Outros 29% definem o voto algumas semanas antes, 18% na semana ou na véspera e 14% somente no dia da eleição.
Independentes concentram decisões mais tardias
O levantamento também mostra diferenças importantes de acordo com a identificação política dos eleitores. Entre aqueles que se identificam como lulistas e bolsonaristas, 69% de cada grupo afirmam definir o voto para presidente vários meses antes da eleição.
Entre os chamados eleitores independentes, que representam aproximadamente um terço dos entrevistados, a decisão costuma ser mais tardia. 41% afirmam escolher o candidato com meses de antecedência, enquanto 14% deixam a definição para o próprio dia da votação.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação/TRE



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