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Ex-tabelião é condenado pela morte da esposa e perde delegação de cartório na Bahia


A Justiça da Bahia condenou o ex-tabelião de Feira de Santana, Eden Márcio Lima de Almeida, e Anna Carolina Lacerda Dantas pela morte da bancária Selma Regina Vieira Almeida, ocorrida em 2019, em Salvador. Os dois foram sentenciados por lesão corporal seguida de morte e deverão cumprir pena de cinco anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto.

A decisão também determinou o afastamento definitivo de Eden do Tabelionato de Protesto de Títulos de Feira de Santana. A medida foi assinada pelo juiz Ricardo José Vieira de Santana, da 5ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Salvador. A perda da delegação do cartório já havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em abril de 2026.

De acordo com a investigação, na noite do crime, Eden e Anna Carolina participaram de uma festa onde teriam consumido bebidas alcoólicas e outras substâncias. Ao retornarem ao apartamento da família, localizado na Avenida Paralela, em Salvador, uma discussão com Selma Regina terminou em agressões físicas.

Testemunhas relataram ter ouvido gritos e sons de objetos sendo quebrados durante a noite. Mesmo gravemente ferida, a bancária conseguiu sair do imóvel dirigindo o próprio carro até um posto de combustíveis, onde pediu socorro. Ela foi atendida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital São Rafael, mas morreu dias depois em consequência dos ferimentos. O laudo pericial apontou múltiplas lesões na cabeça, rosto, braços, nádegas, coxas e joelhos.

Segundo o Ministério Público da Bahia, o casal mantinha um relacionamento aberto e Anna Carolina teria passado a integrar a rotina dos dois após o início de um envolvimento amoroso. Durante o processo, familiares da vítima relataram que Selma sofria episódios frequentes de violência e tinha medo do marido.

Casados havia 24 anos, Selma e Eden eram pais de duas filhas, que não estavam no apartamento no momento das agressões. Com a condenação e a perda da delegação do cartório, Eden deixa definitivamente a função que já exercia de forma afastada desde o início das investigações. 




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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