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Jackson Bomfim analisa reta final das eleições e alerta para comportamento silencioso do eleitorado em Simões Filho


O professor de História e ex-vereador de Simões Filho, Jackson Bomfim, participou nesta quinta-feira (24) do programa Panorama de Notícias, apresentado pelo radialista Ataíde Barbosa, na Rádio Simões Filho FM 87.9. Durante a entrevista, Jackson analisou o cenário político na reta final das eleições de 2026 e destacou o papel do eleitor na escolha dos representantes que irão ocupar cargos públicos nos próximos anos.

Questionado sobre o comportamento dos candidatos às vésperas da votação, o ex-parlamentar afirmou que o trabalho desenvolvido ao longo do mandato pode influenciar a tranquilidade de quem busca conquistar ou renovar a confiança da população.

“A cabeça do candidato que realmente trabalhou, nessa hora, fica mais tranquila. O candidato que trabalhou uns quatro anos construindo uma proposta política, dialogando com a sociedade e realizando as coisas que conseguiu realizar está tranquilo”, afirmou.

Jackson também comentou a situação dos políticos que, em sua avaliação, não mantiveram uma atuação constante junto à população e agora enfrentam a pressão da proximidade das urnas.

“Agora, os candidatos que infelizmente não fizeram isso, com certeza, estão se tremendo, porque começa a dar aquele frio na barriga. Está chegando a hora do eleitor julgar”, declarou.

Ao abordar a importância da participação popular no processo democrático, o professor ressaltou que a decisão sobre o futuro político do estado e do país estará nas mãos dos eleitores no próximo dia 4 de outubro.

“No dia 4 de outubro, como eu digo sempre, 4 de outubro é o dia do eleitor. O eleitor é quem vai decidir a vida do estado e do país. Então, nesse dia, não é o dia do político. Esse é o dia do eleitor, que vai decidir a vida do político também”, destacou.

Durante a conversa com Ataíde Barbosa, Jackson também foi questionado sobre a possibilidade de candidatos que não desenvolveram o trabalho esperado durante o mandato conseguirem renovar seus cargos nas eleições.

“Ele fica naquela ilusão de achar assim: não fiz o trabalho que deveria fazer, mas o eleitor vai me perdoar e vai me reconduzir a um segundo mandato. Mas tenho certeza, Ataíde, que o eleitor hoje está muito criterioso”, avaliou.

Experiência política e comportamento do eleitorado

Com uma trajetória de participação em processos eleitorais que começou ainda na juventude, Jackson Bomfim relembrou sua experiência como militante político e fiscal de partido na década de 1980.

“Eu sou observador de eleição desde 1982. Em 1982, eu já era fiscal de partido, apurando eleição em Candeias. Eu tinha 18 anos de idade, era militante do PMDB. A gente fazia a fiscalização da apuração das seções lá em Candeias”, recordou.

Ao comparar diferentes períodos da política brasileira, o ex-vereador afirmou perceber mudanças no comportamento dos eleitores, especialmente na forma como manifestam suas preferências políticas.

“Hoje você está sentindo um eleitor silencioso. Cada dia mais silencioso”, observou.

Na avaliação de Jackson, esse comportamento exige atenção dos candidatos, já que a ausência de manifestações públicas de apoio não permite identificar com segurança as escolhas que serão feitas nas urnas.

O professor também estabeleceu uma comparação entre o atual momento eleitoral e disputas realizadas no final da década de 1980 e início dos anos 1990.

“Essa eleição me lembra a eleição dos anos de 1988 e 1990. A população estava muito insatisfeita. Muita inflação, muita guerra política, muita denúncia”, afirmou.

Jackson também apresentou sua percepção sobre a possibilidade de um número expressivo de eleitores não escolher candidatos nas disputas proporcionais.

“Eu acredito que essa eleição, para deputado estadual e federal, 35% da população não vai votar em ninguém. A população está insatisfeita”, declarou.

A estimativa apresentada pelo ex-vereador representa sua avaliação pessoal sobre o cenário eleitoral e não foi acompanhada de dados de pesquisa que comprovem o percentual mencionado.

Trajetória na educação e no serviço público

Além das análises políticas, Jackson Bomfim abriu espaço para falar sobre sua história profissional e a experiência acumulada ao longo dos anos como servidor público e professor de História.

“Primeiro, eu sou servidor público desde os 17 anos de idade. Meu primeiro emprego foi como monitor da FAMEB, no estado da Bahia. Então, hoje FUNDAC”, relembrou.

A participação de Jackson Bomfim no Panorama de Notícias reuniu reflexões sobre sua trajetória profissional, experiências em campanhas eleitorais e percepções sobre o comportamento da população diante das eleições de outubro.

Avaliação da gestão do prefeito Del

“A gestão de Devaldo Soares, eu falei isso em alguma outra entrevista, ela ainda não existe. Porque não é comum um prefeito se eleger e não escolher o seu secretariado”, declarou Jackson.

O ex-parlamentar afirmou que, em sua avaliação, a maior parte dos integrantes do primeiro escalão municipal foi indicada pelo ex-prefeito Dinha, situação que, segundo ele, dificulta a construção de uma administração com características próprias.

“Como é que você governa com um secretariado que não se identifica com você? Que se identifica com um ex-prefeito? Isso é desumano”, questionou.

Jackson fez questão de ressaltar que suas declarações representam uma avaliação política sobre o funcionamento da administração municipal e não uma questão pessoal envolvendo o atual prefeito.
Ex-vereador defende reforma administrativa e faz apelo ao prefeito

Durante a entrevista, Jackson Bomfim dirigiu uma mensagem diretamente a Del, defendendo mudanças na estrutura administrativa e uma definição mais clara sobre o papel de cada liderança dentro do grupo governista.

“Del, conselho de amigo, faz uma reforma administrativa, irmão. Toma a cidade que o povo votou em você. Não importa quem te apoiou. Mas o povo votou em você para governar a cidade de Simões Filho e o povo está esperando você tomar essa atitude”, afirmou.

Para o ex-vereador, a escolha de uma equipe administrativa identificada com o prefeito permitiria que a população avaliasse de maneira mais clara os resultados de sua gestão.

“Na hora que Del começar a governar, o povo vai perceber. Na hora que Del fizer a reforma administrativa, o povo vai perceber. E aí é que o povo vai dizer se a administração de Del é positiva ou não”, acrescentou.

A participação de Jackson Bomfim no Panorama de Notícias reuniu reflexões sobre sua trajetória profissional, experiências em campanhas eleitorais e percepções sobre o comportamento da população diante das eleições de outubro.




Por Ataíde Barbosa

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