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Adoção transforma a vida de animais e reforça importância da posse responsável


Mais de 80% dos tutores de animais no Brasil escolheram a adoção como forma de acolher seus pets, segundo pesquisa realizada pela Golden Opinion Box. Entre os caminhos mais comuns estão as doações feitas por conhecidos, o resgate de animais abandonados nas ruas e o acolhimento por meio de organizações não governamentais (ONGs) e abrigos.

Por trás dos números, histórias de resgate mostram como a adoção pode mudar a realidade de animais que enfrentam abandono, acidentes e maus-tratos. Uma moradora de Ananindeua, no Pará, decidiu acolher um cachorro após acompanhar as dificuldades enfrentadas pelo animal nas ruas.

Segundo ela, o pet havia sido abandonado pelo antigo tutor e sofreu um acidente que comprometeu os movimentos das patas traseiras. Sem conseguir caminhar normalmente, ele se arrastava pelas ruas e ficava exposto à chuva e a situações de violência.

“Ele foi abandonado pelo dono, sofreu um acidente e tinha dificuldade para se locomover. Sempre que eu passava, via ele ali pegando chuva, sendo maltratado, e a gente ficava muito penalizada”, relatou.

Apesar do impacto positivo da adoção, o processo de adaptação ao novo lar e os gastos inesperados estão entre os desafios enfrentados pelos tutores, conforme aponta o levantamento. Por isso, especialistas e organizações de proteção animal ressaltam que acolher um pet exige planejamento, disponibilidade de tempo e responsabilidade a longo prazo.

A proprietária de pet shop Márcia Alves destaca que a decisão precisa considerar todas as etapas da vida do animal, desde os primeiros meses até a velhice. Ela lembra que comportamentos comuns, como roer objetos e fazer as necessidades fora do lugar, fazem parte da convivência e exigem paciência dos responsáveis.

“Um animal vai entrar na sua casa. Se for um filhote, por exemplo, vai comer o cantinho do seu sofá, vai comer seu celular — que, no meu caso, já comeu — e vai fazer xixi em vários lugares. Ele também vai ficar velho e pode ficar doente. Então, até para adotar, a gente tem que pensar nisso, para não abandonar futuramente”, alertou.

A pesquisa também aponta que a influência familiar e o desejo de ajudar animais em situação de vulnerabilidade estão entre os fatores que incentivam a adoção.

Além de oferecer um novo lar, a iniciativa contribui para combater o abandono e ampliar as oportunidades de recuperação de animais resgatados. A conscientização sobre a posse responsável, nesse contexto, é considerada fundamental para garantir que a adoção seja uma decisão consciente e permanente.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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