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Câmara dos EUA aprova novo impeachment de Trump; processo vai ao Senado


A Câmara dos EUA aprovou nesta quarta-feira (13), pela segunda vez um pedido de impeachment contra Donald Trump, a seis dias do fim do seu mandato. Com isso, ele se torna o primeiro presidente da história do país a sofrer dois impeachments. Nos EUA, o afastamento do mandatário depende ainda de aprovação do Senado.

Trump foi considerado culpado por incitar a violência que levou grupos a invadirem o Capitólio, sede do Congresso, na semana passada, na ocasião da votação que confirmava a eleição do democrata Joe Biden. Em 2020, ele sofreu impeachment por obstrução ao Congresso e abuso de poder.

Diferente do que acontece no Brasil, o impeachment não significa o afastamento do presidente. A remoção só acontece depois que o processo passa também pelo Senado, o que é o próximo passo. Há dúvidas entre especialistas sobre se o processo pode continuar mesmo após a saída de Trump do cargo, o que acontece no próximo dia 20, quando Biden toma posse.

No primeiro impeachment, Trump não foi removido do cargo porque o congresso, de maioria republicana, o absolveu. Na época, nenhum candidato do seu partido votou pela sua condenação e somente um senador o fez. Agora, houve republicanos favoráveis ao impeachment - dez votaram para condenar Trump. Foram 231 votos a favor e 197 contra, e quatro deputados não votaram - estes últimos, todos republicanos. 

Até hoje, nenhum presidente americano teve o impeachment aprovado também no Senado. Predecessores de Trump que sofreram impeachment na Câmara, Andrew Johnson e Bill Clinton foram absolvidos pelos senadores e não precisaram se afastar do cargo. Já Richard Nixon preferiu renunciar antes da votação na Câmara. 

Para que Trump sofra impeachment no Senado, seria preciso uma maioria de dois terços - na Câmara é uma maioria simples. Se sofrer impeachment no Senado também, Trump pode ficar inelegível. Mas ainda ainda não está claro se os senadores podem votar a inelegibilidade de Trump sem que ele tenha sido cassado. 

Ontem, Trump disse que há "muita raiva" sobre o novo processo de impeachment e disse ser vítima da maior "caça às bruxas" da política mundial. 



*Correio da Bahia

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