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Eleições 2026 na Bahia: pesquisa indica cenário polarizado entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues


A corrida pelo governo da Bahia em 2026 já começa a se delinear, e os primeiros números apontam para um embate direto entre os dois principais nomes da política estadual: ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com pesquisa realizada pela Futura Inteligência, ligada ao instituto Apex Partners, o ex-prefeito de Salvador lidera as intenções de voto com 46,8%, enquanto o atual governador aparece com 34,2% no principal cenário testado.

A pesquisa confirma o que analistas políticos já previam: uma disputa polarizada entre o campo oposicionista liderado por ACM Neto e a base governista encabeçada pelo PT, que há quase duas décadas comanda o Palácio de Ondina. Os demais candidatos figuram com percentuais muito abaixo, refletindo uma baixa fragmentação do eleitorado neste momento inicial do processo eleitoral.

O ex-ministro João Roma (PL), que disputou o governo em 2022, aparece com 5,4% das intenções, seguido por Kleber Rosa (Psol), com 1,8%, e José Carlos Aleluia (Novo), com 0,7%.

Em um segundo cenário testado, que inclui o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), o favoritismo de ACM Neto se amplia: ele chega a 49,4% contra 30,9% de Jerônimo. Os demais nomes seguem com desempenho discreto: Roma com 4,5%, Cocá com 2,5%, Aleluia com 1,8% e Kleber Rosa com 1,3%.

O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 1º e 3 de outubro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Apesar de ainda faltar um ano para o início oficial da campanha, os números indicam que o eleitorado baiano mantém o foco nas duas forças que vêm protagonizando as últimas disputas estaduais. ACM Neto tenta se consolidar como o principal nome da oposição, enquanto Jerônimo busca renovar a confiança do eleitorado para um segundo mandato.

À medida que o cenário político evolui, será decisivo observar os desdobramentos da gestão estadual, o desempenho da oposição nas principais cidades e a movimentação de partidos do centrão, que podem desequilibrar a balança em uma disputa já marcada pela rivalidade histórica.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Rádio Sociedade da Bahia

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