Assembleia Legislativa da Bahia decide nesta sexta o futuro de Binho Galinha
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) se prepara para uma votação decisiva nesta sexta-feira (10), às 10h. Os parlamentares irão decidir, em sessão plenária e com voto secreto, se o deputado estadual Binho Galinha (PRD) permanecerá preso ou será posto em liberdade. A medida segue o rito estabelecido para casos de prisão em flagrante de parlamentares, conforme determina o Regimento Interno da Casa.
A presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos (PSD), confirmou a realização da sessão e destacou que todos os deputados terão direito a voto. Para que a prisão seja mantida, será necessária maioria absoluta — ou seja, ao menos 32 votos favoráveis entre os 63 membros do Legislativo baiano.
Binho Galinha foi preso sob a acusação de chefiar uma organização criminosa com estrutura semelhante à de milícias. O grupo, segundo as investigações, atuava principalmente em Feira de Santana e seria responsável por uma série de crimes, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública, obstrução da Justiça e receptação qualificada.
O caso chegou à Assembleia Legislativa após o cumprimento do mandado de prisão, cabendo ao Judiciário encaminhar os autos à Casa no prazo de 24 horas. Em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo deputado Robinson Almeida (PT), teve 72 horas para ouvir a defesa do parlamentar e emitir um parecer — que servirá como base para a votação em plenário.
A decisão, além de determinar o futuro imediato do deputado Binho Galinha, deve marcar um momento delicado para a imagem da AL-BA, pressionada entre a preservação das prerrogativas parlamentares e a responsabilidade institucional diante de graves acusações criminais.
Independentemente do resultado, o episódio já se tornou um marco na relação entre o Legislativo e as investigações contra o crime organizado na Bahia, lançando luz sobre a atuação de redes criminosas com suposta influência política no estado.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Paulo Mocofaya/AgênciaALBA




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