Execução brutal em Iguaí revela avanço da violência ligada ao tráfico no interior da Bahia
Um crime de extrema violência chocou a cidade de Iguaí, no sudoeste baiano, na noite do último domingo (5). Igor Nunes Gonzaga, de 30 anos, foi executado de forma brutal por um grupo de sete homens armados, que dispararam mais de 70 vezes contra ele. Além dos tiros, o corpo da vítima apresentava sinais de atropelamento, segundo o laudo da perícia.
O ataque ocorreu em uma via pública, quando os criminosos chegaram a bordo de uma caminhonete branca. Sem dar qualquer chance de reação, eles desceram do veículo e abriram fogo contra Igor. A perícia identificou o uso predominante de pistolas calibre .380, além da presença de pelo menos um fuzil — o que indica o alto poder bélico do grupo e reforça o caráter organizado da ação.
A Polícia Civil trata o caso como uma execução premeditada. A principal linha de investigação aponta para um possível envolvimento da vítima com o tráfico de drogas, e o crime seria resultado de um acerto de contas. A frieza e a violência empregadas são características comuns em disputas entre facções criminosas que atuam no interior do estado.
Apesar do choque causado na população, as autoridades locais mantêm sigilo sobre os avanços da investigação para não comprometer as diligências em andamento. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
O caso evidencia uma escalada preocupante da violência em municípios do interior baiano, antes considerados mais tranquilos. A presença de grupos fortemente armados e a forma como a execução foi conduzida levantam um alerta para o avanço do crime organizado fora dos grandes centros urbanos.
Enquanto a cidade de Iguaí lida com o medo e a perplexidade, familiares e amigos da vítima aguardam por justiça — e a população cobra das autoridades uma resposta à altura da gravidade do ocorrido.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/TV Bahia




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