Prefeitos de Poções e Encruzilhada se manifestam após serem alvo da Operação Intercessor, da PF e CGU
Os prefeitos de Poções, Irenilda Cunha de Magalhães (Dona Nilda – PCdoB), e de Encruzilhada, Dr. Pedrinho Lacerda (PCdoB), se pronunciaram publicamente nesta semana após serem citados na Operação Intercessor, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga supostos desvios de recursos públicos, fraudes contratuais e lavagem de dinheiro em municípios baianos.
De acordo com as informações da PF, as apurações envolvem contratos e repasses firmados entre 2021 e 2023, período que, segundo os investigados, não tem relação direta com as atuais gestões municipais.
Prefeita de Poções diz confiar na Justiça e promete transparência
Em nota oficial, a prefeita Dona Nilda declarou que o processo corre em segredo de Justiça e que, até o momento, não teve acesso aos detalhes da investigação. Mesmo assim, garantiu colaboração total com as autoridades competentes e reafirmou sua confiança no devido processo legal.
“Temos a consciência tranquila e seguimos trabalhando com honestidade, transparência e responsabilidade, com o compromisso de continuar servindo à população e melhorando a vida do nosso povo”, afirmou.
O comunicado é assinado também por Otto Wagner de Magalhães, secretário de Administração e ex-prefeito de Poções, que também é um dos alvos da operação. A nota destaca ainda que, assim que houver informações oficiais, elas serão divulgadas pelos canais institucionais da prefeitura.
Dr. Pedrinho nega envolvimento e diz ter atuado apenas como advogado
O prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho Lacerda, também se manifestou sobre o caso, destacando que a investigação se refere a fatos ocorridos antes de sua gestão, iniciada em 1º de janeiro de 2025.
Segundo ele, sua citação no processo se deve exclusivamente ao exercício da advocacia, quando atuou como advogado de uma das empresas mencionadas.
“Minha citação ocorre unicamente pelo fato de eu ter exercido, à época, a função de advogado de uma das empresas mencionadas no processo, dentro dos limites legais e éticos da profissão”, explicou.
O gestor afirmou ter confiança no trabalho da Justiça e reforçou o compromisso com a ética e a boa gestão dos recursos públicos.
“Desde que assumi a Prefeitura de Encruzilhada, meu compromisso tem sido o de administrar com seriedade, responsabilidade e respeito ao dinheiro público”, completou.
Operação apura supostos desvios e fraudes em contratos públicos
A Operação Intercessor, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU, investiga um esquema de desvio de verbas públicas e fraudes em licitações que teriam ocorrido em prefeituras baianas.
As diligências da operação incluíram cumprimento de mandados de busca e apreensão, análise de documentos e bloqueio de bens de investigados. Os detalhes sobre o caso seguem sob sigilo judicial, conforme determinação da Justiça Federal.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Redes sociais




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