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Anvisa suspende lote de vinagre de maçã por excesso de conservante e falha de rotulagem


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e uso do lote 12M2 do vinagre de maçã produzido pela Castelo Alimentos S/A. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União.

Segundo a agência, análises laboratoriais identificaram 340,65 mg/kg de dióxido de enxofre no lote, valor acima do limite máximo permitido, que é de 200 mg/kg para esse tipo de produto. O dióxido de enxofre é um conservante autorizado, mas seu uso deve respeitar parâmetros e ser declarado no rótulo, conforme exige a legislação sanitária.

A fiscalização da Anvisa também apontou falha na rotulagem, já que o envase do lote suspenso não trazia a informação sobre a presença do aditivo, infringindo regras de transparência obrigatória ao consumidor.

Risco alérgico motivou medida preventiva

Em nota técnica, o órgão regulador informou que a decisão foi embasada no princípio da precaução sanitária, uma vez que a ingestão de dióxido de enxofre, especialmente quando não declarada no rótulo, pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, como irritação gástrica, dificuldade respiratória e manifestações cutâneas, dependendo do nível de exposição e da suscetibilidade individual.

“A ausência de identificação dos aditivos alimentares impede a escolha informada e representa risco potencial para grupos vulneráveis, em especial alérgicos e intolerantes”, destacou um trecho do relatório de monitoramento da agência.

Embora o lote não tenha sido associado a registros oficiais de intoxicação, a Anvisa sublinhou que a inconformidade do teor do conservante, somada à omissão da informação no rótulo, justifica a retirada cautelar do mercado até que novos testes confirmatórios e ações de rastreabilidade sejam concluídos.

Empresa deve recolher produtos e apresentar esclarecimentos

A determinação da Anvisa prevê que a Castelo Alimentos S/A realize o recolhimento dos itens remanescentes em circulação e apresente um plano de ação corretiva, além de detalhar as medidas de controle interno adotadas para evitar novas irregularidades.

Procurada pela reportagem, a empresa informou que está ciente da decisão e colabora com as autoridades, mas ainda não divulgou posicionamento público detalhado sobre o caso.

Como consumidores podem se orientar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda que quem tiver o produto em casa:

Verifique o código do lote 12M2 na embalagem;

Suspenda o uso imediatamente, caso haja correspondência;


Procure os canais oficiais da empresa para devolução ou troca.

Especialistas em vigilância sanitária lembram que situações como esta reforçam a importância do controle pós-mercado. 

“O monitoramento de lotes específicos é essencial para mitigar riscos e garantir que limites regulatórios sejam respeitados, protegendo consumidores sem comprometer produtos e marcas como um todo”, avalia uma pesquisadora do setor de segurança de alimentos.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação/Castelo Alimentos

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