Casos de dengue caem 86% na Bahia em 2025, aponta Sesab
A Bahia registrou uma redução expressiva nos casos de dengue em 2025. Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apontam uma queda de 86% nas notificações da doença em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o dia 1º de novembro, foram contabilizados 30.574 casos prováveis, contra 229,5 mil registrados em 2024.
O número de óbitos também diminuiu significativamente: foram 15 mortes confirmadas neste ano, ante 185 no período anterior. A Sesab atribui a melhora aos esforços conjuntos de vigilância epidemiológica, intensificação das ações de prevenção e maior conscientização da população sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Além da dengue, outras doenças transmitidas pelo mesmo vetor também apresentaram redução. Os casos prováveis de chikungunya somaram 2.372, o que representa uma queda de 85,5%, enquanto as infecções por zika vírus chegaram a 299, número 73,8% menor em relação a 2024.
Mesmo com os resultados positivos, as autoridades de saúde reforçam que o combate ao mosquito deve continuar. Nesta segunda-feira (3), o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional “Não dê chance para a dengue, zika e chikungunya”, que incentiva a prevenção e o engajamento da população em ações de limpeza e eliminação de focos do vetor.
Durante o lançamento, o governo federal anunciou investimentos de R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial em todo o país, incluindo o monitoramento automatizado de criadouros e o uso de mosquitos com bloqueio de transmissão viral.
As iniciativas integram a Semana Nacional de Mobilização contra a Dengue, que reúne municípios, escolas, agentes de saúde e lideranças comunitárias em atividades coordenadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Sesab (Divep). O foco é conscientizar a população sobre a importância de eliminar locais com água parada — principal ambiente de reprodução do mosquito transmissor.
“A redução dos casos é resultado direto da participação social. Mas é fundamental que o trabalho continue, especialmente com a chegada do verão, período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti”, destacou a Sesab em comunicado.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil




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