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Dermatologista alerta para risco de queimaduras causadas por alimentos cítricos durante o verão


Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, os cuidados com a pele precisam ser redobrados. A dermatologista Vitória Rêgo alertou, em entrevista ao Metropole Saúde nesta quarta-feira (12), para o crescimento dos casos de dermatite de contato, especialmente os provocados pelo toque em alimentos cítricos como limão, caju e salsa.

Segundo a especialista, esse tipo de dermatite ocorre quando substâncias presentes em determinados alimentos entram em contato com a pele e, posteriormente, são expostas ao sol, provocando reações semelhantes a queimaduras.

“Às vezes o paciente faz um suco de limão na cozinha, não lava a mão, ou lava mal, vai à janela e faz uma queimadura, como se fosse uma queimadura de fogo, podendo até formar bolhas”, explicou a médica. “Muito cuidado com esses alimentos, principalmente limão, caju e temperos como a salsa. Quando tiver contato com eles, lave bem as mãos antes da exposição solar”, completou.

Atenção também às bijuterias e acessórios

Além dos alimentos, Vitória Rêgo também chamou atenção para outro tipo comum da condição: a dermatite de contato alérgica, que pode ser provocada pelo uso de bijuterias, relógios de borracha e sandálias. De acordo com a dermatologista, o atrito e o contato constante com esses materiais podem inflamar a pele, especialmente em pessoas sensíveis a metais ou componentes químicos presentes nos produtos.

“Mesmo quem nunca apresentou alergia pode desenvolver essa sensibilidade com o tempo. Ainda que seja mais comum em quem já tem histórico alérgico, há casos novos que surgem após o uso prolongado de bijuterias e acessórios”, explicou.

Cuidados e prevenção

A especialista reforçou a importância de medidas simples para evitar a dermatite, como higienizar bem a pele após o contato com alimentos, evitar o uso de acessórios durante o calor intenso e proteger-se do sol com filtro solar e roupas adequadas.

Casos persistentes ou com formação de bolhas devem ser avaliados por um dermatologista, que poderá indicar pomadas anti-inflamatórias ou outros tratamentos específicos.

“O diagnóstico precoce e a prevenção são fundamentais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente”, concluiu Vitória Rêgo.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Rádio Metropole

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