Polícia Civil pede nova prorrogação para concluir investigação sobre morte de três mulheres em Ilhéus
A Polícia Civil da Bahia solicitou mais 30 dias para finalizar a investigação sobre a morte de três mulheres encontradas em uma área de mata na Praia dos Milionários, em Ilhéus, no sul do estado. O crime ocorreu em 16 de agosto e chocou moradores e turistas que frequentam o local, um dos pontos mais visitados da região.
As vítimas — Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, 41; e Mariana Bastos da Silva, 20 — foram achadas com marcas de golpes de faca, em uma área isolada da faixa de areia. A posição dos corpos e a ausência de câmeras nas proximidades dificultaram o trabalho de reconstituição dos passos das mulheres e possíveis rotas de fuga do autor.
Esta é a segunda vez que a polícia pede mais tempo para aprofundar as investigações. Em setembro, o órgão já havia conseguido uma prorrogação de 60 dias, estendendo o prazo até novembro. Como persistem lacunas e contradições nos depoimentos, os delegados entenderam ser necessário mais um mês para concluir o inquérito.
O principal suspeito segue sendo Thierry Lima da Silva, que está preso preventivamente. Ele foi capturado inicialmente por tráfico de drogas e também tinha mandado de prisão pelo homicídio de Lucas dos Santos Nascimento, seu companheiro. Durante o interrogatório, Thierry confessou ter matado as três mulheres durante uma tentativa de assalto, mas forneceu versões diferentes ao longo do depoimento.
A polícia afirma que há inconsistências no relato do suspeito, o que exige análise mais detalhada de provas e cruzamento de informações. Peritos já descartaram a possibilidade de violência sexual, reforçando que as vítimas foram atacadas de forma direta e rápida. O fato de o crime ter ocorrido em uma área sem vigilância eletrônica aumenta a complexidade da investigação.
Thierry acumula passagens por danos, ameaças, furto, lesão corporal, violência doméstica e outros crimes. Mesmo assim, os investigadores ainda trabalham para confirmar se ele agiu sozinho e qual teria sido a real motivação do ataque.
Com a nova prorrogação, a expectativa é que a polícia consiga consolidar laudos, complementar diligências e identificar eventuais elementos que ainda estejam pendentes. O caso segue sob sigilo até a conclusão do inquérito.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Redes Sociais




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