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Fraudes digitais contra jovens crescem 43% e superam casos entre idosos no Brasil


O cenário de golpes virtuais no Brasil ganhou um novo e preocupante recorte: os jovens passaram a se tornar o principal alvo das investidas de criminosos digitais. No primeiro semestre de 2025, o país registrou mais de 6,9 milhões de tentativas de fraude, e o crescimento entre pessoas de até 25 anos foi de 43%, ultrapassando pela primeira vez o volume de ataques registrados entre idosos.

O levantamento revela que o público jovem, tradicionalmente associado a maior familiaridade com ferramentas digitais, vem se tornando mais vulnerável diante da sofisticação das técnicas usadas pelos golpistas. Mensagens falsas enviadas por aplicativos, páginas que simulam sites oficiais, ofertas enganosas e links maliciosos estão entre os métodos mais comuns.

Mesmo com a escalada entre os mais novos, as faixas etárias economicamente ativas ainda concentram a maior parte das ocorrências. Segundo o relatório, pessoas entre 36 e 50 anos respondem por 33% dos registros de fraude, enquanto o grupo de 26 a 35 anos representa 26,3%. Especialistas apontam que a intensa circulação desse público em ambientes digitais — seja para trabalho, compras ou serviços financeiros — amplia a exposição a riscos.

A Serasa, responsável pelo monitoramento, alerta que criminosos têm adotado técnicas mais complexas, capazes de driblar usuários experientes. Ferramentas de inteligência artificial para imitar vozes, criar imagens falsas e produzir mensagens altamente persuasivas são cada vez mais utilizadas pelos golpistas.

Diante desse cenário, a recomendação é de cautela redobrada. Consumidores devem evitar clicar em links recebidos de contatos desconhecidos, desconfiar de ofertas muito abaixo do preço e sempre verificar a autenticidade de mensagens supostamente enviadas por bancos ou empresas. Para as organizações, investir em segurança digital e em campanhas de conscientização é considerado essencial para conter o avanço dos ataques.

A tendência preocupa especialistas em cibersegurança, que afirmam que a combinação entre hiperconectividade e baixa percepção de risco entre jovens cria um terreno fértil para fraudes. Com a escalada dos números, a expectativa é de que novas ações de educação digital e reforço na proteção de dados sejam intensificadas ainda este ano.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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