Alerj aprova soltura de Rodrigo Bacellar após prisão em operação da PF
Em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (5), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 42 votos a 21, a soltura do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Dos 65 deputados presentes, houve ainda duas abstenções. A decisão revogou a prisão preventiva decretada contra o parlamentar durante operação da Polícia Federal.
Bacellar havia sido detido na manhã de quarta-feira (3), no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun — ação que levou à prisão do deputado estadual TH Joias, acusado de intermediar armas para o Comando Vermelho e preso desde setembro.
A prisão ocorreu enquanto Bacellar prestava depoimento na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Suspeita de vazamento de informações
Segundo a Polícia Federal, Bacellar é suspeito de ter participado do repasse de dados sigilosos que teriam antecipado detalhes da operação que mirava TH Joias. O órgão aponta que o vazamento prejudicou o andamento das investigações e poderia ter comprometido a eficácia das diligências realizadas.
A PF sustenta que o conteúdo vazado incluía informações estratégicas sobre mandados e alvos da operação, o que caracteriza possível obstrução de justiça.
Assembleia exerce prerrogativa constitucional
A decisão de soltar Bacellar seguiu a prerrogativa constitucional que permite à Alerj deliberar sobre prisões de parlamentares estaduais. Após a votação, o presidente afastado deve aguardar o andamento das investigações em liberdade, mas permanece fora do comando da Casa até nova decisão judicial.
A Operação Unha e Carne segue em curso, e a Polícia Federal ainda deve concluir análises de documentos e comunicações apreendidas para detalhar o alcance do suposto vazamento.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Thiago Lontra/ALERJ



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