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Otto Alencar critica EUA e Maduro após prisão do líder venezuelano e diz que “dois erros não fazem um acerto”


O senador Otto Alencar (PSD-BA) se pronunciou nas redes sociais, na noite deste domingo (4), sobre a escalada de tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, que culminou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Para o parlamentar baiano, o confronto expõe equívocos dos dois lados e não apresenta vencedores do ponto de vista político ou moral.

Em publicação, Otto adotou um tom duro ao se referir tanto a Maduro quanto ao presidente norte-americano, Donald Trump. 

“Dois homens com distúrbios mentais”, escreveu o senador, ao comentar a atuação dos dois líderes no episódio.

Segundo ele, Maduro consolidou uma ditadura ao fraudar eleições e se manter no poder à força, enquanto Trump, apesar de ter sido eleito democraticamente, recorreu à intervenção militar em território estrangeiro, desrespeitando a soberania venezuelana e normas do direito internacional. “Dois errados nunca acertam”, resumiu.

Na avaliação de Otto Alencar, a correlação de forças no conflito deixou a Venezuela em posição de extrema vulnerabilidade, o que facilitou a ação dos Estados Unidos. O senador ironizou a queda do líder venezuelano ao afirmar que o governo norte-americano conseguiu removê-lo do poder em uma única ofensiva. “Caiu de Maduro”, debochou.

A ofensiva militar também gerou reação de outras lideranças políticas brasileiras. O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-governador da Bahia, classificou a ação dos Estados Unidos como “inaceitável” e condenou o uso da força contra um país soberano.

Para Wagner, ataques militares violam princípios fundamentais das relações internacionais. 

“Conflitos entre Estados soberanos devem ser resolvidos pelo diálogo, pela diplomacia e pela negociação, jamais pela violência ou pela guerra”, afirmou.

Relembre o conflito

No sábado (3), forças dos Estados Unidos realizaram um ataque contra Caracas, capital da Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado para Nova York, onde permanece detido e deve responder a acusações de tráfico internacional e terrorismo.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a operação teria sido precedida por meses de infiltração de agentes norte-americanos no território venezuelano. O governo dos EUA também teria contado com o apoio de informantes para obter detalhes sobre a rotina de Maduro e confirmar sua localização no momento da ofensiva.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Agência Senado

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