Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal e reacende mistérios de caso que marcou o Brasil
Um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país voltou a ganhar destaque após a descoberta do passaporte de Eliza Samudio em Portugal, no fim de 2025. O documento foi localizado em um apartamento alugado e compartilhado, entre livros organizados em uma estante, e chamou a atenção de um dos moradores, que reconheceu imediatamente a vítima ao ver a fotografia.
O passaporte foi encaminhado ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou oficialmente o achado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal LeoDias. Segundo apuração, o documento estava em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas e sem registro de segunda via. Há apenas um carimbo de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer anotação de saída do país.
O morador responsável pela descoberta afirmou ter ficado em choque ao identificar o nome e a imagem no passaporte, lembrando da ampla repercussão do caso no Brasil e no exterior. Ainda não há informações sobre quem deixou o documento no local ou há quanto tempo ele permanecia no imóvel.
Eliza Samudio desapareceu em 2010 e, meses depois, foi oficialmente considerada morta. As investigações indicaram que ela foi assassinada a mando do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, com quem teve um filho. O crime gerou comoção nacional e revelou um histórico de violência e tentativas de silenciamento da vítima.
Em 2013, Bruno foi condenado como mandante do homicídio, além de outros crimes relacionados ao caso. Também receberam condenações Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como autor direto, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo do jogador, envolvido no sequestro e no cárcere privado. Apesar das decisões judiciais, o corpo de Eliza nunca foi localizado.
A descoberta do passaporte, mais de uma década após o crime, reacende questionamentos e reforça o caráter enigmático de um caso que segue marcado por lacunas, dor e repercussão duradoura na sociedade brasileira.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução




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