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Violência armada contra mulheres cresce de forma preocupante nas metrópoles brasileiras em 2025


O ano de 2025 foi marcado por um agravamento expressivo da violência contra mulheres nas regiões metropolitanas de Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Belém. Dados do levantamento anual do Instituto Fogo Cruzado apontam que os casos de feminicídio e de tentativas de assassinato cometidos com armas de fogo aumentaram 52% em relação ao ano anterior.

Ao longo do período analisado, 50 mulheres — entre cisgênero e transgênero — foram vítimas desse tipo de crime, enquanto em 2024 haviam sido registrados 33 casos. O estudo revela ainda um recorte racial e social significativo: a maior parte das vítimas é composta por mulheres negras que vivem em áreas periféricas, evidenciando a sobreposição de desigualdades que intensificam a vulnerabilidade à violência.

Na Bahia, especialmente em Salvador e na Região Metropolitana, a tendência de crescimento também se confirma. Em 2025, foram contabilizados 11 episódios de feminicídio ou tentativa de feminicídio cometidos com o uso de armas de fogo. O relatório destaca que o ambiente doméstico segue sendo o espaço mais perigoso para essas mulheres, concentrando a maioria das ocorrências.

Outro ponto de alerta levantado pelo Instituto Fogo Cruzado diz respeito ao perfil dos autores dos crimes. Em muitos casos, os responsáveis são parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Há registros, inclusive, de situações em que os agressores tinham acesso legal às armas utilizadas, como ocorre em episódios envolvendo profissionais da área de segurança pública.

Os dados reforçam a urgência de políticas públicas integradas que enfrentem tanto a violência de gênero quanto o acesso indevido a armas de fogo, além da necessidade de proteção efetiva às mulheres em situação de risco.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução pixbay

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