Profissionais de saúde acusam S3 de atrasar salários em Camaçari
Médicos que atuam na rede municipal de saúde de Camaçari denunciaram atrasos recorrentes no pagamento de salários e a falta de esclarecimentos por parte da Prefeitura e da empresa S3 Gestão em Saúde, responsável pela administração dos contratos. Segundo os profissionais, a irregularidade nos repasses tem causado prejuízos financeiros e pode comprometer o atendimento prestado à população.
As queixas chegaram ao vereador Jamessom (PL), que levou o caso à gestão municipal. Na última terça-feira (3), o parlamentar se reuniu com a secretária de Saúde, Rosângela Almeida, e com o secretário de Relações Institucionais, Ademar Lopes. De acordo com representantes da Prefeitura, os repasses estariam sendo feitos regularmente à empresa contratada, atribuindo à S3 a responsabilidade pelos atrasos nos pagamentos.
Os médicos, porém, contestam essa versão. Eles afirmam que os problemas começaram com o salário referente a dezembro de 2024, que deveria ter sido pago em janeiro de 2025 e não foi quitado pela atual gestão. Desde então, os vencimentos passaram a ser pagos com cerca de um mês de atraso, situação que teria se agravado em novembro, quando os repasses teriam sido totalmente suspensos.
Jamessom afirmou ainda que tentou contato com o proprietário da S3 desde a última sexta-feira (30), sem obter retorno. Diante do impasse entre a Prefeitura e a empresa, o vereador declarou que pretende judicializar o caso e atuar politicamente para impedir que a S3 volte a firmar contratos com prefeituras na Bahia.
“Estamos falando de profissionais que salvam vidas e que estão sendo prejudicados por essa situação. Isso é inadmissível”, declarou o parlamentar.
Enquanto não há uma solução definitiva, médicos seguem cobrando providências urgentes para a regularização dos pagamentos e maior transparência na gestão dos contratos da saúde municipal.
A S3 é a mesma empresa que recentemente venceu a licitação e assumiu a administração do Hospital Municipal de Simões Filho, substituindo a Fabamed.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Juliano Sarraf




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