Veja a relação dos presos na Operação Peptídeos; filha de vereadora de Simões Filho está entre os acusados
A Polícia Civil da Bahia divulgou novos detalhes da Megaoperação Peptídeos, que resultou na prisão em flagrante de 12 pessoas suspeitas de envolvimento na comercialização clandestina de medicamentos usados no tratamento de diabetes e divulgados nas redes sociais para fins estéticos e de emagrecimento.
Entre os presos está a enfermeira Lorena Souza Almeida, filha da vereadora Andreia Almeida e do ex-vereador Luciano Almeida, ambos do município de Simões Filho.
A ação policial foi realizada na manhã de quarta-feira (11) e mobilizou mais de 200 agentes. Durante a operação, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão em oito bairros de Salvador e também nas cidades de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além da capital paulista, São Paulo.
Principal alvo da operação
De acordo com o diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o delegado Thomas Galdino, o dentista Gustavo Garrido Gesteira é apontado como o principal alvo da investigação e também foi preso durante a operação em Salvador.
Segundo o delegado Thiago Costa, titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON), o suspeito possui uma farmácia e uma clínica e seria responsável por importar substâncias dos Estados Unidos e da Itália, além de adquirir produtos em São Paulo.
Ainda conforme a investigação, receitas médicas eram utilizadas para manipular medicamentos destinados ao tratamento de diabetes. Por causa disso, a polícia também cumpriu mandado de busca em uma clínica de manipulação na capital paulista, que já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal do Brasil em 2025.
Quem é Lorena Almeida
A enfermeira Lorena Almeida, apesar de não ser apontada como alvo principal da operação, ela aparece entre os investigados presos em flagrante.
De acordo com o delegado Thiago Costa, a polícia já investigava a atuação da enfermeira antes da operação. Segundo ele, Lorena comercializava medicamentos usados para emagrecimento de forma irregular.
Durante entrevista ao SBT, o delegado afirmou que a investigada realizava pessoalmente a entrega dos produtos.
“Ela foi presa em flagrante. Já vínhamos investigando essa pessoa. Ela comercializa medicamentos emagrecedores e fazia as entregas, inclusive no próprio carro. Por ser enfermeira, tinha conhecimento para fracionar e vender as doses, o que é proibido e só pode ser feito em farmácias”, explicou.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Civil, os investigados vendiam medicamentos destinados ao tratamento de diabetes tipo 2 para uso estético e de emagrecimento. Em diversos casos, a comercialização ocorria sem prescrição médica e fora das normas sanitárias exigidas pela legislação brasileira.
As apurações indicam que os produtos eram divulgados e negociados principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Os policiais também identificaram indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado.
Além disso, a venda ocorria sem comunicação prévia aos órgãos de vigilância sanitária, prática considerada irregular pelas autoridades.
Investigação durou três meses
A investigação que resultou na Operação Peptídeos durou cerca de três meses e foi coordenada pelo DEIC, por meio da DECON.
Mais de 200 policiais civis participaram da operação, que também resultou na prisão de outros investigados.
Lista de presos na operação
Roberto Mesquita de Jesus
Cláudio Filipe Dias Ferreira
Magno Araújo Alves de Brito
Érica Fernandes Brito
Lorena Souza Almeida
Jessica Souza da Cunha
Andreia Cardoso de Jesus
Laís da Hora de Jesus
Iara Thainá Silva de Souza
Jasmine Silva Santos
Elder Neto de Jesus
Gustavo Garrido Gesteira
Emanuela Oliveira Olinda
As investigações continuam e a polícia busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema de comercialização irregular de medicamentos.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução




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