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Pressão alta exige atenção: especialistas reforçam alerta no Dia Nacional de Combate à Hipertensão


Celebrado neste domingo (26), o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial chama a atenção para uma doença silenciosa que tem atingido um número crescente de pessoas, incluindo jovens e até crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a hipertensão deixou de ser um problema restrito a adultos e idosos, tornando-se uma preocupação global em diferentes faixas etárias.

Definida pelo Ministério da Saúde como uma condição crônica caracterizada pela elevação da pressão sanguínea nas artérias, a chamada “pressão alta” obriga o coração a trabalhar mais do que o normal para garantir a circulação adequada do sangue. Esse esforço contínuo pode desencadear problemas graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma e insuficiência renal ou cardíaca.

Embora a herança genética esteja presente em grande parte dos casos, diversos fatores contribuem diretamente para o desenvolvimento da doença. Entre eles estão o tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, estresse, alimentação rica em sal, colesterol elevado e a falta de atividade física.

Uma mudança recente nas diretrizes médicas também acendeu um alerta importante. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com outras entidades, a pressão arterial de 12 por 8, antes considerada normal, agora é classificada como pré-hipertensão. A medida busca identificar precocemente pessoas em risco e incentivar mudanças no estilo de vida antes que o quadro evolua.

Os sintomas da hipertensão costumam surgir apenas quando a pressão atinge níveis muito elevados, podendo incluir dor de cabeça, tontura, dor no peito, visão embaçada, zumbido no ouvido e até sangramento nasal. Por isso, a recomendação é medir a pressão regularmente — pelo menos uma vez ao ano a partir dos 20 anos, ou com maior frequência em casos de histórico familiar.

Apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos gratuitamente por meio das unidades básicas de saúde e do programa Farmácia Popular, facilitando o acesso ao tratamento.

A prevenção, no entanto, continua sendo o melhor caminho. Manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, evitar o cigarro, moderar o álcool e controlar doenças como diabetes são atitudes essenciais para preservar a saúde e evitar complicações futuras.

Diante do avanço da hipertensão em diferentes idades, o alerta é claro: cuidar da pressão arterial é fundamental para garantir qualidade de vida e prevenir doenças graves.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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