Eleição presidencial de 2026 será a primeira do século sem mulher nas principais chapas
A corrida presidencial de 2026 terá um cenário inédito neste século: nenhuma das principais chapas formadas por partidos com representação no Congresso Nacional terá uma mulher na disputa pela Presidência ou pela Vice-Presidência.
Desde 2002, pelo menos uma mulher esteve presente entre as candidaturas de maior destaque nas eleições presidenciais, seja como cabeça de chapa ou ocupando a vaga de vice. O panorama, no entanto, mudou para a próxima disputa.
A definição ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na última quarta-feira (5), o deputado federal Alfredo Gaspar como seu candidato a vice-presidente. Com a composição, as seis candidaturas que aparecem à frente nas pesquisas são formadas exclusivamente por homens.
Até o momento, 13 candidaturas à Presidência já foram confirmadas. As mulheres aparecem apenas em chapas de partidos que não possuem representação no Congresso Nacional.
A ausência feminina contrasta com eleições anteriores, quando nomes como Dilma Rousseff, Marina Silva e Simone Tebet tiveram protagonismo na disputa pelo Palácio do Planalto. Dilma, inclusive, foi eleita presidente em 2010 e reeleita em 2014.
O cenário de 2026 marca, portanto, uma mudança na composição das principais chapas eleitorais e chama atenção para a participação feminina na disputa pelo comando do país.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE


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