Bahia termina entre os últimos em ranking nacional de eficiência na gestão pública
A Bahia aparece na 21ª colocação entre os 26 estados brasileiros no Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. Com índice de 0,301, o estado ocupa a última posição entre os nove estados do Nordeste.
O levantamento procura medir quanto os governos estaduais conseguem transformar os recursos disponíveis em serviços e resultados para a população. Para chegar ao índice final, são considerados indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, relacionados à Receita Corrente Líquida por habitante. Educação e saúde têm peso maior na composição da nota.
Na classificação geral, a Bahia ficou à frente apenas de Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá. Entre os estados nordestinos, Ceará, Piauí e Paraíba aparecem nas primeiras posições do ranking nacional, ocupando, respectivamente, o segundo, quinto e sexto lugares.
Um dos principais pontos de atenção para a Bahia está na educação. O estado recebeu o menor índice nacional de eficiência nessa área, com 0,165. O estudo também considera indicadores como atendimento escolar, abandono e ingresso no ensino superior para avaliar os resultados obtidos a partir dos recursos destinados ao setor.
A segurança pública também pesa no desempenho baiano. Segundo o levantamento, o estado apresenta o segundo pior índice de eficiência do país nessa área, ficando à frente apenas do Acre. Entre os indicadores utilizados está a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes.
O resultado coloca em evidência a diferença entre disponibilidade de recursos e capacidade de convertê-los em serviços públicos. A própria análise da Folha aponta que a eficiência não depende somente do volume de dinheiro disponível, mas também de planejamento, organização administrativa, continuidade de políticas públicas e coordenação entre diferentes áreas do governo.
No topo da classificação nacional aparecem Paraná, com índice de 0,734, Ceará, com 0,665, e São Paulo, com 0,637. O desempenho do Ceará chama atenção porque o estado possui a menor receita corrente líquida por habitante do país e, ainda assim, alcançou a segunda colocação geral.
O REE-F, portanto, estabelece uma comparação entre os recursos disponíveis e os resultados apresentados pelos governos estaduais em áreas essenciais. No caso da Bahia, os números mostram dificuldades especialmente concentradas em educação, segurança e finanças, colocando o estado entre os últimos colocados do país no indicador geral.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Arte Correio



Nenhum comentário