Diabetes após os 50 anos pode ser sinal de alerta para câncer de pâncreas, explica oncologista
Um novo diagnóstico de diabetes após os 50 anos pode exigir atenção especial, principalmente quando acompanhado de perda de peso sem explicação. O alerta foi feito pela oncologista Priscila Doria, do Hospital Mater Dei, durante entrevista ao programa Metropole Saúde, nesta segunda-feira (31).
Segundo a especialista, existe uma relação entre diabetes e câncer de pâncreas que pode ocorrer em duas direções. O diabetes de longa duração é considerado um fator que aumenta o risco de desenvolvimento do tumor. Por outro lado, o próprio câncer de pâncreas pode provocar o surgimento recente de diabetes em pessoas com mais de 50 anos.
Priscila destacou que o aparecimento de diabetes nessa faixa etária não deve ser interpretado automaticamente como sinal de câncer. No entanto, quando o diagnóstico é recente e vem acompanhado de perda de peso, a situação merece uma avaliação médica mais cuidadosa.
A perda de peso, segundo a oncologista, não é um sintoma esperado em todos os casos de diabetes e, quando aparece associada a uma alteração recente no metabolismo, pode indicar a necessidade de investigar outras possíveis causas.
A médica reforçou, porém, que a relação entre as duas doenças não significa que uma pessoa com diabetes necessariamente desenvolverá câncer de pâncreas. Da mesma forma, nem todo paciente diagnosticado com câncer pancreático terá diabetes.
O principal ponto, segundo Priscila Doria, é manter a atenção para mudanças no estado de saúde, especialmente em pacientes acima dos 50 anos que apresentam diabetes de início recente e outros sinais associados. Nesses casos, a avaliação médica é fundamental para identificar a origem do quadro e definir a necessidade de investigação complementar.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Metropress/ Fernanda Vilas



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