Gestão Dinha muda cenário fiscal e amplia capacidade financeira de Simões Filho De 91,7% para 48%
Quando Diógenes Tolentino, Dinha, assumiu a Prefeitura de Simões Filho, em 2017, encontrou um município pressionado por dificuldades financeiras e com elevado comprometimento da receita. Oito anos depois, os números apresentados pela administração apontam para uma mudança significativa nesse cenário, com redução do endividamento e aumento da capacidade de planejamento do município.
De acordo com os dados apresentados pela gestão, a dívida consolidada correspondia, no início daquele período, a 91,7% da Receita Corrente Líquida (RCL). Ao final dos oito anos, essa proporção teria recuado para aproximadamente 48%.
A reorganização das contas ocorreu em um período no qual a Prefeitura também realizou investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura, mobilidade urbana e assistência social.
Outro ponto destacado é o crescimento da Receita Corrente Líquida. Atualmente, segundo os números apresentados, a RCL de Simões Filho está na faixa de R$ 750 milhões, com expectativa de alcançar R$ 1 bilhão nos próximos anos.
A comparação ajuda a demonstrar a importância do controle do endividamento. Quanto menor o comprometimento da receita com dívidas, maior tende a ser a margem fiscal disponível para a administração organizar despesas, estruturar projetos e buscar novos investimentos, respeitando os limites e exigências estabelecidos pela legislação.
Nesse contexto, a Capacidade de Pagamento (CAPAG) é um dos indicadores utilizados pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de estados e municípios, considerando aspectos relacionados a endividamento, poupança corrente e liquidez. A classificação influencia, entre outros fatores, a possibilidade de obtenção de garantia da União em determinadas operações de crédito.
Os dados apresentados sobre os oito anos da administração Dinha apontam, portanto, para uma mudança no perfil das finanças municipais: de um cenário de forte comprometimento da receita para uma situação de maior espaço fiscal.
Mais do que a redução de um percentual, o resultado coloca em evidência um dos principais desafios de qualquer administração pública: equilibrar investimentos e prestação de serviços com o controle das contas, preservando a capacidade financeira do município para os anos seguintes.
Por Ataíde Barbosa



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