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Mudanças de Locais de Votação no 2º Turno Passam por Atualização e Geram Debate Entre Órgãos Eleitorais


A alteração de seções eleitorais para o segundo turno do pleito presidencial entrou no centro das atenções após divergências nos dados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão esclareceu que os números numéricos estão sendo atualizados gradualmente, conforme as zonas eleitorais de cada município concluem os registros e os ajustes necessários.

A flutuação nos dados divulgados pelo site do tribunal gerou questionamentos nos últimos dias. No sábado (17), o painel estatístico registrava alteração em 4.289 seções. O número caiu gradativamente ao longo do fim de semana até atingir, na manhã desta terça-feira (20), a marca de 448 seções alteradas, afetando cerca de 128,8 mil eleitores. Segundo o TSE, o volume atual representa o menor patamar dos últimos 12 anos e pode, eventualmente, atingir a menor marca da história até a data da votação.

Autonomia das Zonas Eleitorais e Posição dos TREs

Em nota oficial, a Justiça Eleitoral ressaltou que a definição dos locais de votação não cabe à presidência ou à sede do TSE em Brasília, mas sim às próprias zonas eleitorais locais, que conhecem a realidade dos imóveis e da infraestrutura de cada região. As mudanças pontuais costumam ocorrer por motivos logísticos, como problemas estruturais em escolas ou impactos de eventos climáticos.

Para afastar especulações, os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) assinaram uma nota conjunta reforçando que as trocas de seções no segundo turno são excepcionais e ocorrem unicamente por necessidade técnica. A entidade também negou qualquer interferência do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e ressaltou que o total de alterações deste ano é inferior ao registrado nas eleições de 2022.

Propostas de Comunicação e Preocupação com a Abstenção

Diante do risco de desinformação no dia do pleito, diferentes órgãos e campanhas cobraram medidas para orientar os cidadãos atingidos pelas mudanças:

Ministério Público Eleitoral (MPE): Sugeriu que o TSE envie alertas diretos aos eleitores via SMS e WhatsApp, além de afixar avisos bem visíveis nos prédios desativados e disponibilizar equipes de apoio presencial para orientação no dia da votação.

Coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Acionou o TSE solicitando estratégias de ampla divulgação para minimizar os impactos do deslocamento. A campanha destacou o índice de abstenção do primeiro turno (21,08%) e argumentou que a falta de clareza sobre os endereços atualizados poderia afastar os eleitores das urnas.

A orientação geral da Justiça Eleitoral é para que os eleitores façam a verificação antecipada do seu local de votação por meio do aplicativo e-Título ou no portal oficial do TSE antes de se deslocarem no dia da eleição.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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